




Chama-se José Salim Rosas, Jornalista, Radialista e Advogado. Foi meu colega em algumas matérias no curso de Direito da Universidade Federal do Maranhão. Tivemos pouco contacto, lá. Mas tarde, devido a minha amizade com o Otelino Filho e Conceição (são irmãos) o contato se afinou. Também porque passei a morar em um apartamento no edifício Andressa, na curva do noventa/entrada do bairro Vinhais onde moram Otelino e Salim. Ou moravam.
A gente ficava na curva, na entrada, em um bar que existia e se ficava praticando exercício de levantamento de copos, arremesso de guimbas e outros menos saudáveis como tira-gosto de lingüiça. Otelino gostava de cerveja com cachaça ou uísque; Salim na cerveja gelada; eu ia de acordo com o dia, o momento.
Um dia, no cair da tarde, Salim encostou e disse que não iria mais beber, não queria morrer de câncer, de cirrose e, a partir daquele dia, só água ou leite ou café. Ficamos a ouvi-lo e lá para as oito da noite, ele se levantou e falou que iria para casa. A distância do bar para a casa de Salim é de duas ou três quadras, no máximo 500 metros.
Não demorou 15 minutos, chega Salim chorando, rasgado e com sangue saindo pelos braços. Todo mundo apavorado, peguei o revolver e fui procurar quem havia agredido. Naquela época havia o porte de arma para “autoridades”. Otelino, João Alexandre, não sei se o Nina estava, todos correram para ajudar Salim.
Foi ao banheiro, se limpou e disse que tinha sido os seus cachorros, os autores da agressão. Creditava ao fato de, todo dia, abrir o portão, falar com os cachorros e entrar para jantar, ver televisão e dormir. Depois de falar com a mulher. Parece-me que os animais o estranharam.
Chateado, puto das calças, entornou todas. Bem “tochado”, com as pernas bambas e protestando, filosofando, saiu para a casa. Ao chegar, abriu o portão e os cachorros bateram o rabo de alegria. Emocionado e bêbado, caiu no gramado. Os cachorros ficaram a lamber suas feridas e cada um dormiu do lado do Salim.
Pela manhã, sua mulher o encontra dormindo no terraço, com as feridas fechadas e os cachorros as lambendo, suavemente como se lambendo os filhotes. Ficou sarado, bonzinho, não teve necessidade sequer de receber vacinas.
Salim hora confirma, hora diz que o fato se deu com o Otelino. Otelino hora confirma, hora diz que foi comigo. O certo que o fato aconteceu, os cachorros, as feridas, a noite ao relento no terraço, tudo verdade, o que muda é o bêbado.
Bons tempos!


Foi o slogan de um candidato a Vereador em tempos idos, ou parecido pois dizia: é preciso amar a cidade. Hoje, no engarrafamento ao sair de casa e acessar a pista principal do engarrafamento maior na MA-230 ou Avenida dos Holandeses e vir ao escritório, passando pelos buracos da Camboa, avenida Vitorino Freire e Areinha, me lembrei da frase.
Entra prefeito, sai prefeito e a Ilha continua apodrecendo, enquanto os chamados chefes do executivo ficam ricos, viram deputados, senadores, governadores, empresários, secretários. Alguns viram homosexuais, dizem, o que contesto, já eram antes de serem prefeitos.
A culpa é do povo? É, deixa-se convencer pela emoção e vota em Gardênia, Jackson Lago, Conceição Andrade, Tadeu Palácio, João Castelo, sem contar com os nomeados Haroldo Tavares (este trabalhou, exclua), Roberto Macieira, Ivar Saldanha, Bayma Júnior, Vicente Fialho, Mauro Fecury e tantas outras nulidades em administração municipal que não fizeram absolutamente nada, salvo este último que fez algumas intervenções em vias de tráfego.
Há de se votar na pessoa, enquanto se reforma o sistema partidário nacional. Quem é o candidato, o que fez, o que foi, o que é, o que vai fazer, como vai fazer, tem quem o ajude, tem onde obter recursos, o partido tem prestígio, o partido tem quadros, e por aí vai. Respondido isso, o elegemos e cobramos, juntamente com os chamados vereadores.
Vou me ater no que pensei ao começar este comentário longo, o retrato da cidade ou o mapa da Ilha. É comum, nos currículos haver a adição de foto 3x4, o rosto do pretendente; também é comum para se contratar um profissional de passarela, examinar o book (livro), uma série de fotografias em todas as posições e vestimentas ou sem vestimentas. O mesmo se aplica as cidades, todas deveriam ter um mapa para se conhecer as ruas, as praças, as áreas públicas, os locais de diversão, os hospitais, as delegacias, os órgãos públicos, teatros, cinemas etc...
Cartografia, este é o nome. Vou transcrever o que encontrei na internet: Cartografia (do grego chartis = mapa e graphein = escrita) é a ciência que trata da concepção, produção, difusão, utilização e estudo dos mapas. O vocábulo foi pela primeira vez proposto pelo historiador português Manuel Francisco Carvalhosa, 2.ºVisconde de Santarém, numa carta datada de 8 de Dezembro de 1839, de Paris, e endereçada ao historiador brasileiro Francisco Adolfo de Varnhagen, vindo a ser internacionalmente consagrado pelo uso. Das muitas definições usadas na literatura, colocamos aqui a atualmente adaptada pela Associação Cartográfica Internacional(ACI):
Conjunto dos estudos e operações científicas, técnicas e artísticas que intervêm na elaboração dos mapas a partir dos resultados das observações directas ou da exploração da documentação, bem como da sua utilização.
A primeira providencia que o Prefeito deve tomar é mandar atualizar ou fazer o mapa da cidade. Onde começa e onde termina a cidade, nome das ruas, onde começa e onde termina os bairros, nome de cada um, áreas verdes sem uso, áreas chamadas bem comum, olhar a cidade, ver...
Onde começa e termina o bairro Quintas do Calhau? O define um bairro? Aquilo é bairro ou um pedaço de outro bairro? Quais as áreas verdes existentes? Quais as invadidas ou ocupadas? Quais as cedidas ilegalmente? Quais os serviços públicos existentes? Qual a população? Quantas residências? Quais as vias de acesso? Quais os nomes das ruas, alamedas, vias, travessas, praças? É somente residencial?
Pergunte para o prefeito de São Luís, pergunte a qualquer um dos 21 vereadores de São Luís, nenhum deles sabe de nada. Aposto o que quiserem.
Taí, para quem não tem o que fazer na Câmara de Vereadores ou na Prefeitura de São Luís, uma sugestão: fornecer um mapa da cidade, atualizado, com todas as informações a cada um de seus habitantes, juntamente com a Lei Orgânica do Municipio e vender os códigos municipais, atualizados, a preços acessíveis aos mesmos.
Vamos começar?





As leguminosas realmente fizeram e fazem parte da história das civilizações. O feijão, juntamente com o milho, foi a base da alimentação primitiva dos povos incas, astecas e maias. Segundo conta a lenda, a lentilha é a mais antiga leguminosa consumida pelos povos do Mediterrâneo, que apreciavam a combinação deste alimento com trigo e cevada. Finalmente, na Ásia, conhecida por 'sustentar' o corpo, a soja é consumida com arroz há centenas de anos.
No Brasil, a comida mais conhecida é a tradicional feijão com arroz. Pois bem, a introdução não é para falar de nutrição ou alimentos, mas do feijão, aqui usado como símbolo de nulidade. Contraste.
Meu velho Pai, independente e pobre até o fim da vida, uma vez, desgostoso com a vida e ao ser perguntado porque algumas pessoas conhecidas nossas subiam na vida enquanto alguns de nossa família não subiam com a mesma velocidade, pegou um copo com água e colocou um bocado de feijão preto dentro. Depois de alguns minutos, alguns feijões subiram e a grande maioria ficou no fundo do copo. Perguntei: e aí? Ele mandou que eu pegasse os feijões que subiram. Peguei. Mandou examinar. Examinei. Todos eles tinham um furo ou eram ocos, podres.
Na ocasião não vi graça na história, hoje vejo o que ele queria dizer. É fato.
A gente pega o exemplo dos governos. Antes da ditadura de 64 eu não me lembro dos governos. No regime militar os dirigentes eram chamados e escolhidos da caserna, pela farda e, quando podiam, pela competência. Os presidentes e juntas militares foram escolhidas pelos amigos, irmãos e outros interesses menores.
Veio a chamada democratização. O Sarney foi um marionete nas mãos de Ulisses e do PMDB. Apareceu o Collor, com a vontade do Povo de mudar, não mudou. Escolhei os amigos, o Paulo César Farias, o Magri, para ser Ministro do Trabalho. Impichado, apareceu aquela de Minas, com topete, o Itamar. Chamou um monte de colegas do parlamento. Saindo, veio o Fernando Henrique que trouxe os paulistas e o pessoal da panelinha. Saindo, veio o Lula com a gang do PT, um monte de derrotados, Marina da Silva, Ananias, Tasso, etc... e a turma do PMDB, quase sempre incompetentes nos cargos chaves.
Sem contar com os outros partidos, o dono de banca de revista para Ministro do Trabalho, o Lupi do PDT; também já houve o Paulinho da força, o Luiz Marinho e tantas outras nulidades, até o Orlando Silva, o Ministro dos Esportes. Incompetência e corrupção, além de nulidades, é o forte do PT, do Lula, no primeiro e no segundo e..... mandato.
Aí, sem querer, a gente vem para o Maranhão.
O Povo não participa, não se filia, não se candidata, não fiscaliza, se omite, se vende, vota em qualquer um e dá esta merda que está aí. Gente que a gente não sabe nem o nome como Secretário de Estado, gente que a gente conhece muito bem pela cachaça, pelos roubos, pelos desvios morais, pela incompetência demonstrada quando Prefeitos, quando Reitores, quando Diretores, quando Deputados, quando Vereadores, enfim quando tiveram oportunidade de mostrar trabalho e não mostraram. Sem contar com os chamados empresários, comerciantes, industriais, falidos, sem empresas, sem comércio, sem indústrias que falam em nome do setor e são empossados em SESI/SESC/SEBRAE/SPC/SENAR/FIEMA/ACM e tantos outros locais, culminando com a Secretaria de Indústria e Comércio ou Secretaria de Turismo ou Secretário de Comercio e Indústria, ou qualquer que seja o nome.
Quando são escolhidos pelos seus pares, tudo bem, afinal é um gênio dirigindo os gênios ou um burro dirigindo outros burros. Mas quando é órgão governamental, com recursos públicos, machuca.
Alguns exemplos são gritantes. Tem gente que é nomeada só porque o partido indica, é motorista em cargo de superintendente, é sem terra como secretário, é gente que não sabe nem o que o órgão faz, mas o partido – quase sempre legenda de aluguel, sem nenhum voto, com representante eleito nas sobras e quase sempre corrupto, respondendo processos crimes ou que a gente sabe que roubou quando trabalhava em determinado local – indicou e a Governadora nomeia, o Prefeito dá posse e todos divulgam como grande coisa, como a merda que campeia este País, em nome da governabilidade, da coalisão.
Uma merda!
Merda porque o sistema partidário não deve ser assim. Se há partidos e o próprio nome indica, deve haver bandeiras, programas, e, principalmente votos. Cada partido tem que mostrar ao eleitor quais as suas propostas e quantos votos tiveram nas eleições anterior, puramente, só, sem junções.
Vejamos no Maranhão.
Quais os partidos existentes?
O TRE/MA diz que há 26 no Maranhão, embora o TSE diga que tem 27. Falta o PCO (Partido da Causa Operária) no Maranhão. segundo o site o oficial. Mas, vamos lá, o PRB(Partido Republicano Brasileiro, número 10) do deputado federal Cleber Verde, que já foi verde do partido verde, depois do partido do aposentado e agora no Republicano. Quantos votos teve para Prefeito em 2008? O partido recebeu do fundo partidário, este ano, 135.017 reais. Quantos votos teve o partido nas eleições de 2006 ou 2008?
Tem o PP (Partido Progressista, número 11) do deputado federal Waldir Maranhão e do Paulo Maluf. Aquele da UEMA que disse era candidato, depois não foi. Apoiou um outro. Trocou o cargo de deputado por de secretário. Quantos votos o PP teve em 2006 ou 2008? Recebeu, este ano, 4.269.382 reais do fundo partidário.
O PDT (Partido Democrático Trablhista, número 12) do cassado por abuso de poder econômico Jackson Lago e do Werverton (?) Rocha, Ivaldo Rodrigues, do Lupi (dono de banca de revistas). Quantos votos teve em 2006 ou 2008? Recebeu do fundo partidário 3.198.886 reais, bem menos que o PP.
O PT (Partido dos Trabalhadores, número 13) do mensalão, do dinheiro na cueca, do Lula e do Monteiro (aquele do INCRA) não tem um Vereador na Capital. Tem 2 deputados estaduais. Quantos votos teve em 2006 e 2008? Recebeu do fundo partidário 8.832.946 reais até 30 de abril de 2010.
O PTB (Partido Trabalhista Brasileiro, número 14) do Roberto Jefferson (o cassado do mensalão) e do Pedro Fernandes recebeu 3.063.564 reais do fundo partidário.
O PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro, número 15) do Renan Calheiros e do Pedro Simon, tem honestos e corruptos, é dirigido por João Alberto, vice governador. Quantos votos teve? Recebeu 8.577.784 reais do fundo partidário até 30 de abril, vem mais.
O PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados, número 16) do José Maria e do Marcos Silva, aqui no Maranhão. É o antigo PT, honesto. Até quando? É possível se saber quantos votos teve em 2006 e 2008 pois anda só, não mal acompanhado. Recebeu 186.790 reais do fundo partidário, do “sistema burguês”.
O PSL (Partido Social Liberal, número 17) do Bivar, do Chico Carvalho e do Pereinha, do Walmir Peixoto. Quantos votos teve em 2006 e 2008? Ninguém sabe, tal qual os outros partidos nanicos e legendas de aluguel, sempre se junta a outros para conseguir mandatos. E conseguiu 2 vereadores. Como está com problemas de registro, podendo a qualquer momento ter seu registro cassado, não recebeu nenhum tostão do fundo partidário do TSE.
O PTN (Partido Trabalhista Nacional, número 19) aqui dirigido por Weimar Soares. Não sei quem é, não sei quantos votos teve em 2006 e 2008. Recebeu 219.291 reais do fundão.
O PSC (Partido Social Cristão, número 20) do suplente de deputado federal Costa Ferreira, recebeu 1.210.812.
O PCB (Partido Comunista Brasileiro, número 21) do ex vereador Joberval Bertoldo. Recebeu 164.120 reais do fundão.
O PR (Partido da República, número 22) do vaqueiro e outras coisas, deputado federal também, José Vieira, de Bacabal. Tem como presidente nacional o cidadão Sérgio Tamer, jornalista e advogado. Foi nomeado como Secretário do governo Roseana na Secretaria de Direitos Humanos. Repito, um é presidente nacional, o Tamer, o Vieira é regional. Um é secretário de direitos humanos, o outro, dizem tem problemas nesta área. Mas tudo bem, é política. Recebeu do fundão 2.659.738 reais. Uma pergunta: Presidente do Partido não devia se desencompatibilizar ainda que não fosse candidato?
O PPS (Partido Popular Socialista, número 23) do cidadão Paulo Matos. Este foi premiado com uma secretaria no governo do Castelo. Recebeu do fundão 2.451.450 reais.
O PFL ou DEM (Democratas, número 25) do deputado federal Clóvis Fecury, do Raimundo Cutrim e tantos outros recebeu do fundão 6.462.973 reais.
O PSDC (Partido Social Democrata Cristão, número 27) do Aragão no Maranhão recebeu zero, o Eymael está enrolado também e o partido pode ser cassado a qualquer momento.
O PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro, número 28) do João Câncio, irmão da Sinhorinha. Recebeu do fundão 232.109. É uma das legendas mais rotativas, por lá passaram o Lourival Mendes e tantos outros. Até eu estive lá.
O PHS (Partido Humanista da Solidariedade, número 31) tem o Raimundo Filho como presidente no Maranhão. Recebeu do fundão 394.651 reais.
O PMN (Partido da Mobilização Nacional, número 33) meu, depois do Edson Sousa, hoje com o Professor Moraes recebeu do fundão 669.024 reais.
O PTC (Partido Trabalhista Cristão, número 36) do Vereador Edvaldo Holanda Filho e do deputado Edvaldo Holanda. Recebeu do fundão 625.803 reais.
O PSB (Partido Socialista Brasileiro, número 40) do José Antonio de Almeida e Silva, do seu tio José Reinaldo e outros. Recebeu do fundão 3.743.458 reais.
O PV (Partido Verde, número 43) do Sarney Filho, agora com o deputado Vitor Mendes. Recebeu 2.253.821 reais. É responsável pela nomeação do Rio Branco na Secretaria de Meio Ambiente do Estado. Um dos cargos declarados em troca do apoio na Assembléia.
O PRP (Partido Republicano Progressista, número 44) é de Resende (?), aqui no Maranhão do cidadão Ziziuno que desde o primeiro governo de Roseana vive bem. Ocupou alguns cargos e indicou outros. Não sei o que faz hoje. Recebeu fundo partidário 269.177 reais.
O PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira, número 45) do deputado federal Roberto Rocha, do prefeito João Castelo. Recebeu do fundão 8.141.939 reais.
O PSOL (Partido Socialismo e Liberdade, número 50) da Heloísa Helena e, no Maranhão, de um cidadão Arcangeli. Recebeu do fundão 839.583 reais.
O PC do B (Partido Comunista do Brasil, número 65) do deputado federal Flávio Dino. Recebeu 1.358.051 reais.
O PT do B (Partido Trabalhista do Brasil, número 70) da filha de Lourival Mendes. Recebeu 317.895 reais do fundão. Tem o Vereador Lourival Mendes.
O que tem isso com feijões?
Existe nulidades com mandato, gente que se reúne em partidos políticos de aluguel e legendas em nenhuma representatividade e que recebem dinheiro do governo para se manter. Nulidade que nomeam secretários, todo mundo sabe que fulano foi o Vereador fulano que indicou, sicrano foi indicado pelo partido tal e por aí vai.
O povo é burro.
Vejamos: a gente devia votar em partido e se saber quantos votos o partido da gente teve. Depois, se houver apoio ao governo, que seja às claras, sem troca de cargos. E se houver, que se indique um técnico, alguém competente. Seria bonito um engenheiro de águas do partido verde ser nomeado para a CAEMA em troca de apoio, seria.
Quantos votos teve cada partido? Os menores, para não ofender. Aqui, no Maranhão, o PT, o PP, PR, o PC do B, o PMN, o PTB, o PSB, o PSC, o PPS, o PRP, o PT do B, o PTN, o PRTB, o PHS, o PV, o PRB, o PSOL, o PSDC, o PCO, o PSTU. Só são grandes, aqui no Maranhão, o PSDB, o DEM, o PMDB, o PDT. O resto são nanicos, partidos de aluguel na maioria, sem nenhuma representatividade, sem bandeiras, sem luta, sem moral, não lançam cabeça de chapa, servem apenas para seus dirigentes ficarem ricos ou ocuparem cargos ou indicarem amigos para cargos. Um monte de legendas para conseguir um mandato. É nojento.
São feijões no copo dágua.
É preciso mudar o sistema existente, a gente tem que votar em partidos, os partidos devem ser obrigados a lançarem chapa completa, sós, sem coligação. E ter cláusula de barreira, quem não tem voto, deve ter o seu registro cassado.
A gente sustenta esses párias, o governo (nós, pois governo não tem dinheiro), só este ano, através do fundo partidário, somente até o dia 30 de abril, repassou aos partidos (?) 200 milhões de reais. Repito: 200 milhões de reais. Vá lá no site do TSE, e confira.
É muita merda, é muito feijão podre.
Chega, estou com dor de cabeça, a idéia era falar das pessoas que o Governo Federal, Governo Estadual e Governo Municipal nomeam para cargos públicos, sem concurso, sem competência, só por amizade ou por indicação partidária. Dá nojo. É revoltante.
Chega de feijão podre!!!


Maranhão, São Luís, Teatro Arthur Azevedo, Maio, Sábado, dia 01, 21 horas. Entro no frisa 05, seis lugares, dois estudantes, dois idosos e dois normais. Estavam os idosos e os estudantes. Ou seja, eu, minha mulher Lucia Fernanda e as estudantes de pós graduação Maria Fernanda, minha filha e Manuela, minha sobrinha adotada. De lado, na frisa 7, minha amiga Jucileide e seu filho Francisco. Começa o vídeo sobre a vida do menestrel Juca Chaves. Nada de novo, salvo as filhas Maria Clara e Maria Morena que já sabia existirem mas não sabia de que forma.
Juca entra e começa o show. A viola é outra. Depois de alguma considerações e piadas, chama o quarteto local para compor suas modinhas, forma musical que o personifica. Canta e conta piadas antigas, sem palavrões fora do contexto mas tem contexto com palavrões. Piadas novas? Nenhuma, alguns situações novas. Piadas velhas com o mesmo velho de contar.
Valeu. Afinal a gente não tem aonde ir, não tem um lugar seguro, com ar condicionado, sem muita gente, limpo e confortável. E que a gente pode ver gente amiga e conhecida. O teatro tem tudo isso, até sem show a gente vai. O pessoal do Juca pode dizer, até em gente a gente faz o show. E deve fazer, afinal o espetáculo – caro por 50 reais por pessoa – tem o patrocínio dos Correios, do Ministério da Cultura, panfletos pela Gráfica Santa Clara, Hotel Pestana e divulgação pelo jornal o Estado do Maranhão.
A bilheteria e a venda dos três CD por 30 reais é o lucro do espetáculo, uma forma de trazer o público, pois se fosse de graça, ninguém ia. E uma forma de mostrar que está vivo, apesar de velho e com lapsos de memórias.
Poderia ter falado dos patrocionadores, poderia ter feito um vídeo maior e mais detalhado, poderia ter começado falando de sua tragetória e feito um apanhado de suas modinhas, desde o JK (Presidente Bossa Nova) até o Caixinha Obrigado. Ou será que é a mesma modinha?
Tirando os defeitos, um bom espetáculo para ser visto com a família ou com pessoas que você se sente bem. Fui, gostei, apesar dos pesares.
Ah... os 50 anos de Juca foi há 3 anos e o nome do show é O Rei está Nú.


Acabei de chegar de lá. Recebi o convite no meu e-mail popular, o floresmar@zipmail.com.br, mandado pela OAB/MA com o retrato de um cidadão parecendo artista de cinema. Braço cruzados, olhando de lado, barba a fazer ou barba aparada. Dizia que haveria palestra de o presidente do CRM/MA, médico Abdon Murad, meu colega de ADESG e, logo em seguida, haveria palestra da médica e advogada Deíla, finalizando com o dito cujo, advogado Eduardo Dantas.
Marcado para as 17 horas, chegamos, eu e minha mulher, Dra. Lucia Fernanda, esta foi para reunião da Academia Maranhense de Medicina que funciona no CRM/MA, às 16: 58 horas, juntamente com a Dra. Valéria Lauande, Vice-Presidente da OAB/MA. A palestra começou às 17:40 horas – depois os advogados reclamam no atraso nas audiências – com a palestra do médico Antonio Carlos que devia estar representando o presidente Abdon. Não foi lido o seu currículo, nem feita a apresentação formal.
A vice Valéria, representando o presidente da OAB/MA, Mário Macieira que também não foi, abriu o evento e disse que cada palestrante teria 20 minutos e depois haveria debates. Antonio Carlos usou de 15 minutos, foi direto, foi incisivo, falou o que devia. Em seguida falou a presidente da comissão de bioética da OAB/MA, Dra. Deíla Maia que eu não conheço, passei a saber de sua existência hoje. Bonita, com calças cumpridas brilhantes e calcinha marcando a calça. Bonito quadril....Fora isso, fez uma palestra de universitária ou professora, toda certinha, com quadros etc... porém extrapolou o tempo, ficou com 35 minutos ao invés dos 20 minutos. Falou mais do que devia.
Finalmente o conferencista de Pernambuco que deve estar no Maranhão procurando sócio, talvez a Deíla, para expandir seus processos contra os médicos. Falou alguma coisa sobre o novo Código de Ética Médica, com o conhecimento de advogado. Falou demais, quase 50 minutos e não disse para o que veio.
O que veio a seguir foram os debates. A médica Honorina, uma das diretoras do Hospital Presidente Dutra, o Hospital Universitário de São Luis, falou o que queria. Com microfone e sem microfone, dizendo que queria ser a primeira pois estava fazendo faculdade de direito, no seu primeiro ano, e não queria perder aula. No auge da discussão ou debate ou troca de idéias com o pernambucano Dantas, encerrou dizendo que não podia ficar mais, pois estava atrasada para a aula de direito.
Lembra do nome do encontro?
I Ciclo de Debates Médico Jurídicos.
Não é preciso ter mais nenhum, depois disso. Mas, houve ainda a participação de Alcimar, também diretor do Hospital, cunhado do meu colega de INSS Afonso Prazeres e, parece, estar como presidente da fundação Sousandrade ou Josué Montelo atualmente. Falou bonito, fiquei admirado, o cidadão parece um imbecil, calado. Disse o que muita gente não tem coragem de pensar, um resumo da atuação do médico hoje, filosoficamente.
E sem filosofia, apesar de advertido pela Dra. Valéria Lauande de ter somente 3 minutos para falar, o Dr. Pedro Aragão, Pedrinho para os amigos, vomitou. Disse tudo o que acontece, na prática, hoje com a medicina e, principalmente, com o desempenho dos médicos. Falou o que devia ter tido. Vale a pena a gente ver um profissional que sabe falar e tem comportamento. Fora do microfone, o Pedrinho é um contador de piadas e histórias. No microfone, um médico, um professor, um experiente. Gostei Dr. Pedro.
Muito bem. Acabou. Agora um coquetel fajuto, com suco sem gosto e um salgadinho para cada convidado .... e olhe que o auditório estava vazio. Ah... livro do pernambucano a 50 reais cada. Um roubo.
E qual a minha sugestão?
Primeiro deveria ter tido uma divulgação melhor e maciça, mais técnica, sem divulgação pessoal como foi com o Eduardo. Deveria ter tido uma mala direta aos Advogados dizendo o encontro, uns out door e convites nos jornais, rádios e tv, tanto por parte do CRM como da OAB. Ficou parecendo mais uma troca de amigos, Valéria pelos Hospitais, Deíla por parte médica e advogada, defesa ou ataque e o Dantas procurando sócios.O CRM/MA se divulgando.
Por que não foi distribuído o texto do Código de Ética Médica? Por que não teve um apresentador do evento com a leitura do currículo de todos? Com a apresentação de cada e, se houvesse substituição, uma explicação para o fato? Por que não se começou no horário? Por que a limitação no debates se é um Ciclo de Debates?
Minha filha, Secretária em alguns eventos, Jornalista e Advogada, depois que eu relatei os fatos, me disse: agora não tem desculpa, o Diabo foi, não mandou o Satanás. Pois é, eis eu relatando os fatos.
Se há alguma crítica no relato é no sentido de melhorar os eventos da OAB/MA, sem nenhum dolo, sem nenhuma intenção, salvo a de se melhorar.
Estou com dor no peito, deve ser porque acabei de jantar e resolvi escrever. Vou parar para evitar ir ao Médico.



Na verdade não é tão pobre assim, agora mesmo ao fechar o imposto de renda, sem ainda não falsificar nenhum dado, pagou mais de 35 mil reais na fonte. Mas, é pobre, não tem onde roubar, onde desviar dinheiro público, onde ganhar sem fazer força. Não é político do executivo, nem do legislativo, nem pertence ao ministério público, nem ao judiciário, nem de empresas contratadas pelo governo, em qualquer instância ou esfera.
Luta, se mexe mais que caranguejo em lata quente ou mulher gostosa em colchão de água, na hora do gozo. Atualmente está com problemas, a mulher resolveu abandonar a casa a Deus dará e quer vende-la e ir morar em apartamento. Ficou enojada dos vizinhos, chateada com os empregados e acha que não tem segurança. Tem razão?
Esquece, a dita cuja, do passado,.... mas quem vive de passado é museu, me dizem alguns. Recordar é viver somente para os velhos.
E o projeto da casa? O trabalho de a construir, de se mudar sem as portas? Equipa-la devagarinho. Fazer o plantio das árvores, o cajueiro (que foi cortado em nome da segurança), a juçareira (que o pobre mandou cortar para economizar na nova bomba do poço pois a árvore estava entupindo o mesmo), os coqueiros que dão cocos, as mangueiras com seus três tipos de manga; tem a caramboleira, a goiabeira, as bananeiras, enfim, o pau brasil que encontramos; o oitizeiro cortado em razão de não se sujar demais e pela raiz e finalmente a imbaúba, cortada em nome da segurança para não cair raios. Há história das plantas, da flora brasileira, no quintal.
Sem contar com os animais.
Primeiro a casinha dos que se foram, os treze filhos. O mais velho, PUFF; a moça, PAFF; e os onze filhos. Ficaram em casa três, JUNIOR, TIBOR E ANGELICA; depois dois, TIBOR E ANGELICA; um morreu, a ANGELICA, e ficou somente o último, meu molecão TIBOR, que sofreu um ataque do coração em razão dos vizinhos. Naquela ocasião é que devia ter vendido a casa.
Foram enterrados no quintal, todos devidamente acomodados. E agora? Sem contar com os camaleões (Vinicius, Zé Reinaldo, João Alberto, Mirim) as pipiras, os bentivis, os xexéus, e tantos outros bichos que habitam a casa. Há que se pensar na fauna brasileira, no quintal e do quintal.
E as brigas?
Brigou-se com o Restaurante que fazia barulho. Até hoje se paga indenizações por tiros para fazer valer a lei do silêncio. Brigou-se com a Igreja pelo barulho que, hoje faz pouco mais ocupou todo o espaço, cresceu tanto que usa, agora, de fato, o muro com o seu prédio, sem contar com a falta de educação, o barulho dos carros, o escapamento perto dos quartos, tudo isso que se passou, embora continue em alguns pontos.
O Ministério Público que, irresponsavelmente, ainda hoje ocupa área institucional do município por incompetência e medo dos prefeitos de São Luis. Fizeram tanto barulho, ainda fazem, mas já construíram um espaço fechado para suas farras maiores. Há de se presumir que vão criar vergonha e deixar de fazer barulho. Desde 1991 que fazem barulho, agora que há uma promessa, quer vender a casa?
Pobre do pobre.
A casa é de madeira, mais o muro, mais a elevação de concreto para sua colocação, valem uns 250 mil. O terreno é de 800 metros quadrados no loteamento quintas do calhau, deve valer uns 300 mil. Total, meio milhão. Só. A especulação e o futuro é que fazem valer mais, pois é de esquina e pode ser contíguo ao terreno da frente ou de lado (Deus me livre) se for comprado para a maldita Igreja.
O terreno da frente, na Avenida dos Holandeses, do mesmo tamanho, vale 1 milhão. Pedi, naquele momento com vontade de vender, 1 milhão e meio, o comprador saiu rindo, quase se mijando com a pretensão. Foi o preço pedido pela casa de madeira e demais instalações em abril de 2010.
E o pobre ainda ameaçou, se o comprador for a Igreja, somente 5 milhões, até o dia 30 de junho de 2010. Ficou como ficou, pobre até no pedido. Pobre é que pede demais, fica sem trabalho, no dia que arranja, quer ganhar o ano todo. Pobre.
Ficou o quê? A mágoa do pobre com a pobre da mulher que quer vender a merda da casa e do terreno, com seus motivos.
O pobre ficou mais pobre, mais magoado e agora tenta expulsar do íntimo as mágoas.
É assim, a vida é isso.
A gente fica mais leve quando publica as intimidades,ainda que possam constranger ou a gente ficar constrangido depois de publicá-las.
O pobre vai continuar com seus pobres sentimentos, seu pobre passado e suas pobres lembranças e recordações. Ajudem o pobre, desejem que ganhe da mega sena.... aí deixará de ser pobre, pelo menos financeiramente.
Reflexões à parte, moro bem, tenho minha biblioteca, tenho meus bichos, minha área de lazer, meu terraço que fiz em homenagem a Adinha (Ada Viana), enfim tenho tudo que quero, embora não tenha tudo o que imagino. Vivo bem, tenho saúde, tenho vida, tenho vontade de viver, ainda.
É isso... são apenas reflexões íntimas e confidenciais para todos.