sexta-feira, 12 de março de 2010

BANHOS E BANHEIROS ....


ÁGUAS A ROLAR:

um banho de história

Silvia Jorge Dino¹

RESUMO

Histórico do banho de várias civilizações, desde a mais remota antiguidade, até os nossos dias, a partir da revisão bibliográfica de estudos já desenvolvidos sobre este tema. Identifica-se a relação homem – água durante vários séculos. Abordam-se a importância dos banhos para a saúde. Citam-se os aspectos que levaram à evolução dos banheiros conforme são encontrados hoje e seus principais aspectos projetuais.

Palavras-chaves: Design. Banho. Banheiro. Higiene. Água

1. Introdução

A higiene e o asseio são práticas humanas que, ao longo do tempo se adaptam ao contexto sócio-cultural em que estão inseridas. Os banhos são uma tradição milenar. Em nome da religião, da beleza e da saúde, civilizações celebraram ou amaldiçoaram – o ato de se lavar.

Atualmente, o desenvolvimento tecnológico e medicinal nos passa uma falsa impressão de que o hábito de tomar banhos, assim como outros cuidados com a higiene pessoal, se aprimorou com o passar do tempo, mas não foi bem assim. Na Idade Média, por exemplo, os ocidentais abandonaram os requintados rituais de limpeza da Antiguidade e mergulharam numa profunda sujeira. Foi preciso muito tempo – e bons exemplos dos povos orientais e indígenas – para que voltássemos à nossas asseadas origens.

Esta pesquisa caracteriza-se como uma revisão da literatura existente acerca do tema. O caráter bibliográfico deu-se a partir de levantamento já realizados sobre o objeto de estudo delimitado, em livros, revistas e sites especializados.

___________________

¹ Aluna do Curso de Especialização em Design de Interiores do Centro Universitário do Maranhão.

E-mail: silvia@elo.com.br

2. O banho através dos tempos

Não se sabe exatamente quando as pessoas adquiriram o hábito do banho, nem tampouco qual foi seu principal motivo: prazer, higiene, objetivos medicinais, motivos religiosos ou finalidades terapêuticas. Há registros de que as pessoas já se banhavam no mar, nos rios, nos lagos e nas fontes, há milhares de anos. Pesquisadores acreditam que, todos os povos, desde tempos imemoriais tenham praticado alguma forma de higiene pessoal semelhante ao banho.

Os primeiros registros do ato de banhar-se individualmente pertencem ao antigo Egito, por volta de 3000 a.C. Os egípcios realizavam rituais sagrados na água e tomavam pelo menos três banhos por dia, dedicando-os a divindades como Thot, deus do conhecimento e Bes, deus da fertilidade. Para muitos especialistas, o ritual acabou favorecendo a saúde deste povo, pois, a higiene freqüente contribuiu para afastar várias epidemias e pragas comuns à Antiguidade.

A Grécia foi um local em que os banhos realmente prosperaram. Os gregos antigos invocavam a proteção de Hera, a mulher de Zeus, durante o banho. Mais tarde ela teve a companhia de Asclépio, o deus da saúde, e de sua filha Higéia (da qual origina a palavra higiene). Nos templos curativos de Asclépio, o banho era considerado parte essencial dos tratamentos de Saúde. Na ilha de Creta é possível encontrar bem preservados palácios de 1700 a.C. a 1200 a.C, que até hoje surpreendem por suas avançadas técnicas de distribuição de água.

Asclépio e Hígia

Ilustração 1 - Asclépio e Higéia

Os pioneiros nos balneários públicos, ao contrário dos que se pensa, não foram os gregos, e sim os babilônios. A diferença é que na Grécia os banhos não eram motivados apenas por higiene e espiritualidade. Entre 800 e 400 a.C, a natação era uma dos três pilares da educação juvenil – os outros dois eram a música e as letras.

Em Roma, muito se herdou da cultura grega no que diz respeito à veneração à água. Com isso, a engenharia romana teve que se adaptar para acompanhar a evolução do hábito dos banhos – assim criaram-se as termas romanas.

As termas romanas possuíam cômodos climatizados através de um sistema de assoalhos construídos sobre câmaras de gases subterrâneos, chamados de “hipocausto”. Cada salão das termas era bem decorado, por artistas, que criaram belos mosaicos, pinturas em murais, bem como ornamentado com esculturas e fontes. Ao redor do pátio central havia uma espécie de sauna, um vestiário e piscinas de água quente, morna, fria e ao ar livre. Tinham ainda jardins, bibliotecas e restaurantes – verdadeiros antepassados dos spas e resorts de hoje.

Os romanos consideravam Minerva, a deusa do comércio, da educação e do vigor, especialmente bem dotada para cuidar do banho. Fortuna, a deusa do destino também era representada nas casas de banho, para proteger as pessoas quando estavam mais vulneráveis. Além disso, havia incontáveis ninfas e espíritos associados a fontes e poços locais, venerados como guardiãs do banho. (RIOTOTAL.COM.BR, 2010)

Na Ásia antiga, assim como na Europa, o banho comunitário era um lugar para socializar. Construíram-se grandes tanques para banhos públicos, no formato de piscinas quadradas ou retangulares com degraus que levavam a locais onde as pessoas se lavavam. Eram tanques geralmente construídos em templos e usados em rituais de limpeza.

Em algumas partes da Ásia, banhar-se e lavar-se nos rios e fontes era outra forma de banhos comunitários ao ar livre. Para o hindu, banhar-se no sagrado rio Ganges significava a purificação. Agurueda, o sistema tradicional da medicina hindu, floresceu com base na sabedoria das culturas mais antigas. O uso do banho era considerado de extrema importância nessa forma de medicina.

3. Os prazeres perdidos

Se no Império Romano as pessoas não tinham o menor pudor de se banharem nesses locais públicos, na Idade Média a coisa mudou bastante. O Papa Gregório I foi um dos mais importantes precursores do repúdio ao banho, ao dizer que o contato com o corpo era via mais próxima do pecado. As saunas eram consideradas locais de pecado, porque as pessoas se viam nuas.

A Idade Média, muito propriamente chamada de Idade das Trevas, protagoniza o total sepultamento dos hábitos de higiene. A Igreja, poder político e cultural absoluto, abominava os banhos tratando-os como “orgias pecaminosas”. Tem início, então, um período de imundície com conseqüências desastrosas para a Europa.

Segundo os sanitaristas, as constantes epidemias que assolaram o Velho Mundo durante a Idade Média foram provenientes da total ausência de higiene por parte da população. Os banhos eram escassos, quase inexistentes. Tomar banho se transformou em uma atividade anual e acontecia em um simples barril, cuja água servia para banhar a família inteira. Primeiro os homens, depois os filhos, as mulheres e por último os bebês.

Ilustração 2 - Banhos de Barril

Como não podia deixar de ser, os piolhos não faltavam e eram disfarçados pelo uso permanente de chapéus e perucas. As mãos eram lavadas, apenas de três em três dias. A maior causa de morte nos doentes tinha a ver com infecções provocadas por falta de higiene dos médicos, que não lavavam as mãos antes e depois de verem e tratarem os doentes.

Lavar o rosto estava fora de questão para não estragar a pele, que poderia se desgastar e a sujeira era escondida sob enormes doses de maquiagem. Os dentes eram lavados com produtos 100% natural: xixi e cinzas!

Os povos orientais, no entanto, trataram de manter o hábito de banhar-se regularmente, bem ativo. Ainda hoje, nos países de origem turco-árabe encontramos as hamans, luxuosas casas de banho onde os muçulmanos tomam banho, depilam-se, passam por sessões de massagem, branqueiam os dentes e se maquiam.

Com o advento das cruzadas, entre os séculos XI e XIII, o hábito de tomar banho ganhou algum espaço. É que fora dos territórios dominados pela Igreja, os cavaleiros cristãos que partiram para o Ocidente, com a missão de tomar a Terra Santa dos mulçumanos, não só passaram a freqüentar as hamans, como espalharam pela Europa a prática de jogar água pelo corpo quando retornavam dos combates.

Ilustração 3 - As Cruzadas recuperaram os prazeres dos banhos públicos. As banheiras tornaram-se lugar de festa, como mostra o italiano Giulio di Antonio Bonasone na gravura do século 16.

Nos séculos XVI e XVII, as noções de saúde e doença mais uma vez se tornou uma afronta ao hábito de se tomar banho regularmente. Os médicos de então acreditavam que as doenças consistiam em manifestações malignas que tomavam o corpo do indivíduo por meio de suas vias de entrada. A partir daí, concluíram que o banho em excesso alargava os poros da pele por onde a saúde escaparia e o mal penetraria, deixando o sujeito suscetível às doenças. Enquanto nações como Portugal e Espanha descobriam, na América, populações que amavam tomar banho, os europeus voltavam para o mundo da sujeira.

As medidas de higiene existentes eram precárias. Entre os séculos XVI e XVIII, o linho limpo era melhor que o banho com água, por ser mais seguro e baseado em princípios científicos. Os sábios acreditavam que o tecido atraia e absorvia o suor. Antes ou depois de qualquer atividade física e após as refeições enxugava-se a pele com um pano e simplesmente mudava-se de camisa. Supunha-se que a roupa branca agia como “esponja” e absorvia a sujeira. Assim, trocar de roupas passou a ser sinônimo de limpeza, e para se sentir limpas, as pessoas usavam punhos e colarinhos impecáveis. Foi nessa época que, para disfarçar o cheiro, as classes altas começaram a importar e usar perfumes. Na corte francesa os nobres se perfumavam para não sentir o cheiro uns dos outros.

Ilustração 4 - Mercador de Perfumes, figura comum nesta época

Se o século XVI não foi notavelmente exigente quanto à limpeza, o século XVII foi muito pior. O banho só foi redimido no século seguinte, com a ascensão da ciência iluminista, que celebrava a razão e defendia a tese de que o mundo deveria ser esclarecido pela ciência. O iluminismo encarava o banho como um meio de se cuidar da saúde e ajudou a fazer do ato de se lavar o símbolo da saúde. Provou-se, então, definitivamente, que as doenças se originavam não do banho, mas da falta dele.

Após um período de claras mudanças na cultura e na mentalidade do homem, conhecido como Renascimento, a força das ideologias herdadas da Idade Média estava cada vez menor. A visão teocêntrica, na qual tudo gira em torno da religião, foi sendo substituída gradativamente pela visão antropocêntrica, onde o homem é o centro do universo. Durante os séculos XVII e XVIII, graças ao desenvolvimento intelectual obtido no Renascimento, o homem passou a refletir mais sobre o mundo que o cercava, tendo chegado à conclusão de que era preciso rever suas práticas políticas, econômicas e ideológicas. Os pensadores da época baseavam-se na tese de que a vida em sociedade deveria servir para proporcionar felicidade, justiça e igualdade, algo muito diferente do que ocorria na época. Desta forma, esses filósofos passaram a condenar o absolutismo, o mercantilismo e a mentalidade imposta pela Igreja. (HISTÓRIA DE TUDO, 2010)

Os civilités, (manuais franceses de etiqueta), publicados até meados do século XVIII, contavam com instruções para limpeza de mãos, rosto, cabeça e cabelo. E a partir de 1820, esses manuais começaram a recomendar que o corpo fosse limpo com um banho. No final do século XVIII, os arquitetos passam a incorporar o banheiro como um cômodo dentro da casa.

Mas a privação da água que durou até o século XVIII e anos de religiosos pregando as propriedades pecaminosas do banho, fez com que nem todos voltassem a tal prática, mesmo com insistentes conselhos médicos. Já cientes do bem que a água podia fazer pela saúde, médicos banhavam doentes à força em hospitais. Não era difícil encontrar pessoas que tendo de enfrentar a experiência do primeiro banho, demonstrasse verdadeiro horror, gritasse e tentasse escapar da sensação de sufocamento e palpitação que a água fria proporcionava. O conceito de higiene surge apenas no século XIX, depois das descobertas de Pasteur e dos seus trabalhos sobre a importância da higiene na saúde. Assim, os hospitais e outros locais de contato com doenças passaram a ser limpos regularmente.

Quando a Rainha Vitória subiu ao trono em 1837, ainda não havia local para banho no Palácio de Buckingham, sede da coroa inglesa. Nos aposentos da rainha havia uma banheirinha – um bidê – portátil. E conta-se que seus vestidos tinham uma abertura especial para facilitar a higiene. Até por volta de 1870 eram raras as casas ocidentais que tinham um cômodo para seus moradores se lavarem.

A popularização do banho só aconteceu no Ocidente a partir da década de 30, do século XX. Até essa época a lavagem do corpo era realizada aos sábados, mesmo dia em que as peças íntimas das crianças eram trocadas. Navios começaram a oferecer cabines de banho e barcos delimitavam áreas em rios que serviam como piscinas naturais.

4. No Brasil e no mundo

Após a Segunda Guerra Mundial, o processo de reconstrução de várias casas permitiu que os chuveiros fossem disseminados por toda a Europa. As casas ganharam banheiros abastecidos cada vez mais com água encanada. A França foi a pioneira nas inovações sanitárias, seguida pela Inglaterra e pela Alemanha.

No Brasil, desde a época colonial, muito pouco se observa em termos de evolução das formas de higiene da população. Os problemas da Europa, no entanto, são minimizados no Brasil, pois desde o descobrimento, o convívio com os indígenas, a abundancia de água e o calor dos trópicos impôs nova rotina aos colonizadores.

Os homens peludos estavam na proa. Os homens pelados estavam na praia. No instante em que se encontraram, no alvorecer de 22 de abril de 1500, o Brasil entrou oficialmente no curso da História [...] Após 44 dias em alto mar, os peludos estavam fatigados e imundos [...] tinham barba e vastas cabeleiras sebosas. Os pelados não estavam apenas desnudos, mas depilados. Os barbudos, quase todos, eram gordos ou magros demais e seus dentes, quando os tinham, estavam cariados. Os depilados exibiam dentes alvos, “bom rostos e bons narizes”, “cabelos corredios e bem lavados”, troncos, braços e pernas musculosos. Os barbudos raramente tomavam banho [...] costumavam lavar-se “de corpo inteiro” apenas duas vezes... por ano. Já os depilados pareciam anfíbios: banhavam-se nos rios, nas cachoeiras ou no mar de dez a doze vezes... por dia (BUENO, 2007).

Ilustração 5 - A intimidade dos índios Botocudos com a água, registrada pelo naturalista alemão Maximilian Philip, no início do século 19: os nativos tomavam até 12 banhos por dia.

Apesar da quantidade de rios e cachoeiras brasileiras, as cidades não possuíam sistemas hidráulicos capazes de conduzir a água até elas. Esse advento só aconteceu no século XIX, tanto na colônia como na Europa. O transporte da água se dava por tonéis e o preço pago por ela era alto.

No começo do século, havia muito cuidado com o consumo de água. As pessoas eram econômicas, já que era difícil conseguí-la [...]. A quantidade de água que era usada naquela época para tomar banho é a mesmo que usamos hoje para lavar as mãos uma única vez. (ZEROHORA.CLICRBS.COM.BR, 2010)

Os chafarizes, bastante comuns nas cidades desde o século XVII, eram lugares de encontros de escravos e depois de negros libertos. Esses lugares se assemelhavam aos banhos públicos que reaparecem no século XIX, com uma sensualidade que beirava a promiscuidade.

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Ilustração 6 - Carregadores de Água. As brigas nos chafarizes eram constantes. Na pintura, escravos e um sentinela

Apesar do país exibir uma grande costa, repleta de fabulosas praias, os luso-brasileiros só passaram a usufruir dos banhos de mar, em meados do século XIX, estimulados pela talassoterapia a que foi submetido, contra sua vontade, o príncipe regente D. João VI, após várias erupções e doenças de pele. O filho mais velho de D. João, o príncipe D. Pedro, que chegou ao Brasil ainda criança, adorava a água e costumava nadar nu nas praias do Rio, sem se importar em ser visto.

Até há pouco tempo no Brasil, o banheiro era um espaço utilitário escondido da vista, no interior das residências, chamado de “saguão”, que requeria somente dois itens: um tanque e uma cuia. O banho consistia em jogar, com a cuia, água sobre o corpo. Era também comum tomar estes banhos ao ar livre, onde a brisa rapidamente ajudava a secar o corpo.

No Japão, o banho é um ritual cotidiano. Todas as casas têm uma sala de banhos, onde se realiza a limpeza da pele antes da imersão. Só se entra na banheira depois de o corpo estar completamente limpo. A água pode ser apenas pura e quente, mas uma tradição centenária sugere acrescentar-se nelas algumas substâncias medicinais, embelezadoras, aromatizantes, revigorantes, purificantes, simbólicas ou simplesmente mágicas. Colocam-se flores como íris, rosa e crisântemo; folhas de cenoura, cereja e pêssego; frutas como cidrão, tangerina e laranja; raízes de lótus, gengibre e íris; produtos de arroz, como saquê, vinagre e farelo e toda a enorme variedade de algas.

5. Banheiros

O século XX impôs um salto quantitativo na qualidade de vida das sociedades. O processo de tratamento de água se iniciou no mundo, fazendo do banho e do consumo de água um procedimento seguro para a saúde. A água encanada, o saneamento básico e mudanças culturais fizeram com que a civilização moderna se tornasse seguramente mais limpa e saudável. Os avanços tecnológicos foram decisivos para que se desenvolvesse uma sociedade voltada para a limpeza, beleza e bem estar.

Os banheiros agora definitivamente dentro das casas começaram a ser reinterpretados e sofisticados, acompanhando a evolução da sociedade e sua cultura para atender as necessidades de cada momento histórico. Com o surgimento de banheiros modernos e funcionais, veio a obrigação do banho diário – em oposição ao banho quinzenal, tão em moda na Europa até o final da II Guerra Mundial. Hoje tomamos banhos todos os dias porque sabemos que o asseio pessoal é uma questão de saúde. Tomar banho passou a ser tarefa diária e prazerosa. Os chuveiros entraram definitivamente na vida cotidiana. O mundo moderno passou a cultuar o banho e o asseio como uma forma de preservação da saúde e do bem estar.

Nossos hábitos mudaram, por que o banheiro não mudaria? A decoração dos interiores das casas chega até os banheiros e passamos a observar a modificação estética desse espaço que se torna, no final do século XX, um espaço de descanso e saúde.

Os banheiros tornaram-se ambientes importantes no design de interiores, e em muitos casos até símbolos de poder econômico. Podem ser simples e racionais, ou verdadeiras salas de banho com sauna e área de repouso. Podem ter amplas janelas e vistas maravilhosas. Para alguns devem ser práticos e pequenos e onde se permanece somente o tempo necessário para a higiene pessoal. Para outros são refúgios, locais para descansar e relaxar, devendo ser espaçosos e confortáveis.

Por ser um dos ambientes mais caros numa construção, podem ser complexos e cheios de detalhes, mas devem, principalmente, ser funcionais e arejados. Os banheiros não são o tipo de espaço que pode ser planejado e executada num impulso. Mais do que banheiros foi recriado o conceito de Salas de Banhos: um lugar para ler, ver TV, conversar, relaxar. Um lugar ideal para fazer tudo e não fazer nada...

6. Conclusão

O conceito de banheiros e salas de banho se ampliou e abriu as portas de nossa imaginação. A água e seus efeitos, comprovadamente terapêuticos, hoje se somam a ambientes convidativos: arquitetos, designers e decoradores dão um banho de bom gosto a favor do nosso reequilíbrio diário. Os projetos de banheiros, verdadeiros templos modernos de bem-estar, devem priorizar o conforto à praticidade, o prazer à simplificação.

Hoje voltamos a expor nossos corpos sem pudor, como fazíamos na Antiguidade. Mas isso não ocorre mais durante o ato de se lavar, que virou um método individual, estritamente íntimo, de se preparar para a exposição pública, ao mesmo tempo em que trajes valorizam o corpo e deixam adivinhar suas formas. Não é à toa que todo banheiro contemporâneo que se preze tem um espelho – um objeto que há cerca de dois séculos dificilmente seria visto num lugar como esse. Atualmente nosso banho deixou de ser um ato público, mas ainda é premissa fundamental para que os outros tenham uma boa impressão de nós mesmos.

Quando nos lavamos, estamos fazendo um ritual de deixar ir embora tudo aquilo que não precisamos mais, numa dedicação individual a nós mesmos. As asperezas do mundo, mandamos por águas abaixo.

Vale aqui, uma pequena reflexão sobre o principal elemento deste prazer – a água! É preciso ter consciência e usá-la sem desperdício, para que seu prazer seja garantido ainda, a muitas e muitas gerações.

quinta-feira, 11 de março de 2010

ESTIVE LÁ



Circo e Pão era o lema dos Imperadores para manter o Povo sob controle, vindo acabar com Maria Antonieta,na França que negou o pão...mas isso é outra história.

Timonense de nascimento e Teresinense de registro, sempre fui a Flores/Timon visitar minha Mãe e meus amigos. Em Teresina, demagogia ou não, o índio, o Governador pelo PT, Welingthon Dias implantou, logo após assumir o Governo do Piauí, no anexo do Palácio do Karnak, no centro de Teresina, o restaurante popular a R$ 1,00 (hum real) e funciona até hoje.

Aqui em São Luis, o meu amigo Francisco Vilhena Matos, famoso Frank Matos, quando assumiu uma Secretaria relacionada com alimentação, no Municipio de São Luis, me garantiu que iria instalar restaurantes populares utilizando sobras de CEASAS, estudantes de nutrição, uma série de parcerias, tão logo fosse possível.

Não instalou até agora e já se vão 15 meses mas.... o Governo do Maranhão, leia-se Roseana Sarney e sua equipe publicitária, resolveu instalar em São Luis, um restaurante popular. Fica no centro da cidade, abrange bairros pobres como Areinha, Goiabal, Corea de Baixo, Lyra, Belira, Camboa, Fé em Deus, Liberdade, Monte Castelo e por aí.

Em um galpão sem nenhum conforto, cimento batido, sem revestimento térmico ou climatização, com sinalização escassa externa e sinalização interna feita em cartolina, improvisada, aqui na Avenida Vitorino Freire, bairro da Areinha, perto do prédio da Justiça do Trabalho, da Justiça Federal, quase em frente a uma agência do Banco do Brasil, foi instalado o primeiro restaurante popular de R$ 1,00.

A fila é grande, tem que se comprar a ficha cedo, por volta das 9 horas da manhã e às 11 horas começa o fornecimento das refeições. Vai até 1 hora da tarde ou antes, quando acaba, dizem que servem 1.200 refeições por dia.

Fui lá, comprei a ficha número 15, de manhã, por volta das 9 horas e por volta de 12:30 estive lá. Já estava fechado, mas deixaram a gente entrar por outro lado, não sei se por causa da TV que lá estava fazendo reportagem. Canal 6, do Marquinho Vieira da Silva, a Record, ou TV Cidade, com o Jorge Benjor e uma morena bonita, com cara de japonesa/chinesa/coreana.

A fila enorme, tinha quase 100 pessoas quando entrei. Fiquei na fila, mesmo sendo idoso – o Estatuto do Idoso determina que maiores de 60 anos tenham prioridade – juntamente com Mães com crianças de colo, pessoas com deficiência física (e mental também, tinha uma, aparentemente). Todo mundo no calor, suando, pois os ventiladores não dão conta, não há ar condicionado, nem revestimento término, como forro, o galpão é aquele que consertar carro.

Sem nada para fazer, sem televisão, sem rádio, sem conhecer ninguém, o jeito é esperar. Depois alguns minutos, não menos de 15 e não mais de 30, chegou a minha vez. Entregaram-me uma bandeja com um garfo e faca enrolados em um guardanapo de papel. Na fila, as atendentes, todas de cor negra, limpas, com avental limpos, mas suadas, servem. Duas colheres de arroz, uma colher de feijão, uma colher de farofa, um colher de fígado, um colher de salada, uma banana e um pedaço de papel com o nome suco. Logo em seguida tem o local para te darem o suco.

A bandeja tem cara de velha, mas limpa; os talheres tem cara de muitos usados, mas limpos; o arroz é meio quebrado; o feijão tem cara de aguado; a farofa é muito colorida; a banana é normal e boa; dispensei a salada; o suco é gelado, doce, mas não sei de quê; o fígado estava em pedaços, bem feito, sem ser salgado, nem duro.

Existe uma mesa reservada para pessoas deficientes, embora estivesse ocupada por pessoas, aparentemente normais. Não há mesas reservadas para idosos, com 60 anos ou mais.

Uma senhora vestida como gente séria, uma Glenda Fernanda ou similar, vendo a minha intimidade com a equipe de tevê, leia-se cinegrafista, veio falar comigo e perguntou o que eu estava achando. Identificou-se como “Superintendente de Assuntos Alimentar, da Secretaria...”, perguntei se era do Luciano e ela disse ser do Costa Ferreira. Para ser chato falei do meu colega “Antonio José Costa Ferreira”, ela retificou “Antonio da Conceição Costa Ferreira”. De fato, o Costa é Conceição, errei.

Frescuras à parte, a iniciativa é boa, é preciso aprimorar e expandir para outras áreas. Fazer parcerias com empresas, as empresas de revestimento, empresas fornecedores de climatização, empresas de publicidade para sinalizar, empresas de capacitação de pessoal para treinar o pessoal quanto aos especiais, idosos e doentes, empresas/escolas ligadas à saúde para plantão médico em caso de engasgo/mal súbito, enfim, é preciso aprimorar.

Divulgar melhor, depois de expandir.

Colocar mais restaurantes na cidade, no Centro Histórico, nas Imediações da Praça Deodoro, no eixo Itaqui, na Cidade Operária, na COHAB, enfim esses são alguns lugares onde tem aglomerações de pessoas famintas. Aliás, famintas, hoje, tem em todo lugar.

Como nada se cria, tudo se copia, valeu a cópia, eu estive lá e comprovei. Frank Matos é preciso implantar os restaurantes do Municipio para não ficar atrás.

Mas, cá para nós, não seria melhor que todo mundo ganhasse o suficiente para não necessitar de ajuda e fazer refeições em casa, ao lado dos familiares, no aconchego do lar.... à vontade, depois tirar o cochilo?.... como fazem todos aqueles que nos roubam e estão no Governo ... Federal, Estadual, Municipal..... Executivo, Legislativo, Judiciário......???????????????????????????????????

É isso aí.

quinta-feira, 4 de março de 2010

O PÓ, AO PÓ


Sou católico, lembro que li em algum lugar da Bíblia que deixai os mortos enterrarem seus mortos, bem como do pó vieste, do pó voltarás. Acabei de vir de uma missa de um colega/amigo de previdência social, o Arnaldo/Arnaldinho, mais conhecido como Dr. Arnaldo Cavalcanti.

Arnaldo Cavalcanti, Advogado, Procurador Federal da Previdência Social, trabalhou comigo no INPS, depois IAPAS e, finalmente, no INSS, quando nos afastamos. A missa é de 1 ano, na Igreja da COHAMA, às 19 e 30 horas. Como o convite era público, publicado no Jornal Imparcial, fui.

Fiquei no último banco, contei 19 pessoas, 20 comigo, e não me deram missal ou qualquer papel. A missa ficou restrita a somente os parentes mais chegados. Não vi o Haroldo Cavalcanti Filho, sobrinho de Arnaldo, ou o Haroldinho, filho de Manuel Galinha e sobrinho/neto de Arnaldo, são os mais conhecidos, embora tenha gente mais famosa, como parente.

Também não vi ninguém da Previdência Social, nenhum membro da Procuradoria, representante dos aposentados ou da OAB/Maranhão... ou dos lugares onde trabalhou, como o DETRAN, afinal, morreu, acabou.

Acabou. Hoje fazem, também, sete anos que a minha irmã Ada deixou o mundo carnal, foi para o mundo de Deus, mundo do Diabo, virou pó.... depende da visão religiosa de cada um.

É isso.

Acabei de assistir um filme onde uma moça se apaixona por um rapaz criminoso, força o casamento e na lua de mel, maltratada pelo marginal, sofre acidente e morre. Morre, mas continua viva. O cabelo cai, o corpo fica fedendo, usa peruca e formol e vai até o lugar onde queria passar a lua de mel, mesmo morta. Uma porcaria de filme.

Mas, interessante se a gente traz para o dia a dia.

Fico imaginando se não estou morto, apesar de vivo.

Estive na missa de Arnaldo, ninguém falou comigo, não me deram missal, um morto na missa do morto, embora ninguém tivesse me visto, em vida, com o morto.

Morte e vida, vida e morte, confusão.

Ordenando: primeiro a Audiência na OAB/MA das 18 às 19 horas, de 19: 20 a 19: 25 o abraço saudoso à minha querida Dra. Lourdes Neta, Veterinária da Clínica São Lázaro, quente, saudoso, integral, cheio de intenções, acho que continua com as mesmas intenções. Vi o seu filho de 4 anos, cabelos encaracolados, dormindo, um Anjo.... taí, anjo, morte....

Também estive na Audiência, às 18 horas, na OAB, sobre Juizados Especiais. Encontrei com o Advogado Carlos Augusto Lemos, colega de BNB, falei com o Mário Macieira e com a Valéria Lauande, falei com o Piorsky (acho que se escreve assim), magro, velho.

A mesa, só meninos novos. Na platéia, idem. E eu, morto, no meio, sem paciência, condenando alguns procedimentos.

Acho que já morri.

Em todo caso, fica o registro, noutro artigo vou falar sobre Juizados Especiais, novamente, agora como sugestão de melhoria. Pode?

quarta-feira, 3 de março de 2010

E AQUI?




Leio, surpreso, que um puro sangue do Ministério Público, um certo Conselho Nacional do Ministério Público, órgão parecido com o Conselho Nacional de Justiça mas composto só por promotores e procuradores de justiça dos estados federados, andou fiscalizando o Ministério Público do Piauí e encontrou uma série de irregularidades.

O jornal do Piauí, o portal AZ, publicam que: “ De imediato – como dinheiro dentro do MPE parece fácil – foi emitido um cheque 902380, conta número 06000310-4, da Caixa Econômica Federal (CEF), no valor de 20 mil reais, nominal à Associação Piauiense do Ministério Público. A liberação dos valores, segundo o CNMP, foi indevida e não autorizados em lei”.

Isto foi apenas uma das irregularidades ...

A gente tem que acreditar, apesar de ter recorrido ao mesmo e, coincidentemente, o atual Corregedor não ter funcionado como eu esperava e, ainda, veio a São Luis e recebeu uma Comenda dos membros de uma associação que leva, indevidamente, o nome do Ministério Público.

Meu caro Corregedor, se a Associação não é do Ministério Público e sim dos membros, por que não se muda o nome para Associação dos Membros do Ministério Público do Maranhão ou invés de Associação do Ministério Público do Estado do Maranhão? O nome errado não induz, por exemplo, a Telemar instalar telefones públicos no pátio? À Prefeitura doar área pública/praça/ espaço verde para a Associação pensando ser do Ministério Público quando é particular? Ainda, as festas atuais serem patrocinadas pelo Governo do Estado, pela Prefeitura, por Cervejarias, por Supermercado?

Qual a moral que tem o Promotor ou Procurador financiado em suas festas por essas instituições?

A AMPEM Maranhão merece ser fiscalizada, é preciso examinar a relação promíscua/incestuosa/suspeita/escondida que tem com a Procuradoria de Justiça do Estado do Maranhão.

O Ministério Público Estadual do Maranhão tem que ser fiscalizado também, pelo uso dos veículos, pelas locações de imóveis, pela concessão de diárias, pela concessão de vantagens, pela compra de férias, pelo financiamento de cursos de especialização, pós graduação, doutorado, pós doutorado sem ser do local ou com deslocamentos fictícios e pagamentos absurdos de diárias e material didático. Compra de veículos, custo de reforma de prédios próprios e locados. Aluguel de prédios, de equipamentos. Pagamento de alimentação. Enfim, uma série de custos que a gente não entende e que, felizmente e aqui parabenizo o MPE, publicam sem nenhum pudor no Diário Oficial.

Sem contar com o nepotismo indireto e os assessores e assessorias fantasmas que valem para pagamento na folha, não se encontra, fisicamente, o contratado.

Tem também irregularidades, a gente quer conhecer, eu, principalmente, que tenho o maior respeito pela Instituição Ministério Público mas tenho a maior raiva de determinados membros irresponsáveis, incompetentes, corruptos.......

Vou esperar o Conselho Nacional do Ministério Público, algum dia, fiscalizar o Ministério Público do Maranhão, de maneira imparcial, sem corporativismo, sem troca de medalhas e com divulgação em todos os veículos de comunicação.

Ah... e estou esperando que a Associação deixe de enganar a população e mude de nome!

MORTE À MOTO



Raciocine comigo, se o uso de motocicletas fosse seguro, viável, o Japão, país de maiores fabricantes de motos, seria o campeão em uso deste tipo de veículo. Mas, o que se vê é o uso em países subdesenvolvidos ou emergentes como é o caso da India e do Brasil, os maiores consumidores e usuários de motos.

Veículo sem nenhuma proteção, prejudica a todos, mormente o sistema de saúde com os custos de atendimento aos motoqueiros e tratamento de seqüelas dos acidentes.

Tenho opinião a respeito.

O motoqueiro é um sujeito preguiçoso que se contenta com pouco e quer muito da vida. É aquele sujeito que vive do salário mínimo e se acha o máximo, ainda quer bolsa família, vale transporte, isenção de passagens, estímulo de crédito, banco comunitário, ou seja é o preguiçoso mor mantido pelos imbecis da vida, leia-se Partido dos Trabalhadores e Presidente Luis Inácio Lula da Silva.

A história vai mostrar quem tem razão. Agora mesmo o imbecil do Presidente resolve ampliar o crédito para compra de motos, devem, os fabricantes, terem contribuído com o caixa dois da campanha do PT, não há outra explicação.

Além de insegura, traz insegurança. Hoje, noventa por cento dos assaltos, das mortes encomendadas e crimes são feitos por motoqueiros (silepse de gênero). Ouça o rádio, veja a televisão, leia os jornais e revistas, em todo lugar, o crime vem de moto. É lógico, o preguiçoso é mais fácil ser comprado, corrompido, induzido..

E continua o festival de imbecilidades. Tem imbecil em todo lugar, na Câmara de Vereadores de São Luís, na Assembléia Legislativa do Estado do Maranhão, na Câmara dos Deputados Federais e no Senado Federal, além do Palácio do Planalto.

Resolvem instituir o moto táxi, ou táxi da morte, sem nenhuma garantia, sem nenhuma preocupação, salvo que é preciso conseguir emprego. Ou como dizem os criminosos da moto, nós estamos trabalhando.... é, o matador, o assaltante, a prostituta também estão trabalhando.

Finalmente, eis a minha sugestão: aumentar os impostos sobre motos, aumentar a cobrança do IPVA e obrigar a todos os proprietários de moto terem seguro obrigatório e seguro de vida.

Fazer obedecer o Código de Trânsito e multar a todos que trafegam sem as roupas adequadas (colete, luvas, protetores, capacete) e fora do local (o local é do lado direito da pista, somente).

Acabar com qualquer serviço de moto táxi, moto boy, moto ladrão, moto assassino, qualquer um, inclusive o uso de motos pelo serviço público, em todas as instâncias.

Por último, os particulares teimosos devem ser obrigados a usar capacetes numerados igual à placa dos veículos (motos).

Puto com o Governo e algumas das Instituições e, principalmente com motoqueiros e motos, uso o lema: morte à moto, matem todos os motoqueiros e seus protetores, incluindo os serviços de trânsito.

Falei.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

UMA ASSEMBLÉIA DE MERDA



Que me perdoem aos amigos Deputados, mas o chamado poder legislativo maranhense está uma merda. E provo.

É função do chamado Poder Legislativo fiscalizar os atos do Poder Judiciário e do Poder Executivo, além de fazer Leis que minorem o sofrimento do Povo ou melhorem a vida do Povo. Tem como órgão auxiliar o Tribunal de Contas do Estado para fiscalizar as contas dos demais Poderes, inclusive o Legislativo, desde que requisitado/instado/provocado para tal.

O Tribunal de Contas é suboordinado à Assembléia, é esta quem nomeia, escolhe seus Conselheiros e remete para homologação do Governador. Os membros do Tribunal não tem direito a carro oficial, não tem direito a militar como vigilante, não podem nomear os parentes etc... Ou seja, deveria ser um local, como uma lanchonete, que só funcionaria quando o deputado pedisse um sanduíche.

Mas, o que se vê?

É um monte de pessoas que vivem sugando o erário público: amigos, parentes, aderentes, carro oficial (sem a devida placa), motorista, telefone celular, faculdade de graça, cursos de especialização, passagens nacionais e internacionais, despesas médicas com hospitais e clínicas, recepções, medalhas, enfim, tudo pago pelo Povo ao nobre Deputado.

Quanto ganha? Quantos Assessores? Quantas passagens? Quantos carros oficiais? Quantos telefones celulares? Quanto para custear os Gabinetes? Quantos funcionários à disposição?

Além das imoralidades, comuns no Poder Judiciário e no Poder Executivo, encontrado também no Ministério Público, o Legislativo tem o Tribunal de Contas, apêndice do seu cabide de empregos. Há também lugar para os apadrinhados no Tribunal e os Conselheiros nomeam para a Assembléia, é uma verdadeira sacanagem, digo, troca.

Ia esquecendo o principal. É que existe um Quartel na Assembléia e outro no Tribunal de Contas. É o militar tirado da Policia Militar, do Corpo de Bombeiros, da Polícia Federal, das ruas, da proteção da população, para carregar pastas, vigiar esposa/esposa, vigiar amante/amantes, lavar carros, levar filhos para escola, dar banho em cachorro, preparar churrasco, ou simplesmente para intimidar. Recebem, além dos soldos, gratificações gordas para o serviço sujo. Gostam disso, tanto que não se revoltam ou pedem para obedecerem a Constituição Estadual (que proíbe isso).

Com base nisso, vem a maior das imoralidades. É a retirada das multas no DETRAN da família dos Deputados e dos Conselheiros, facilitação na expedição de carteiras e a colocação de sinais (semáforo) na porta da Assembléia e do Tribunal de Contas.

Em plena avenida de grande fluxo, a Carlos Cunha, a avenida que passa da Ponte da Camboa para o Palácio do Trabalhador, neste sentido, depois da barreira eletrônica, tem um sinal só para o Tribunal, para os filhos.. digo, para os Conselheiros e sua turma.

E ninguém diz nada!

Ah... ia me esquecendo, tem Ministério Público (Promotores de Justiça) lotados no Tribunal de Contas que, por certo, usam o semáforo para saírem com seus carros, também.

É putaria que não acaba mais. Revolta, é polícia que não policia, é ministério público que vira particular, é deputado que não serve para nada.

Só para terminar: o que fazem os 42 deputados oficiais? Tem mais um fecho de suplentes que estão no lugar dos titulares, tudo pago pelo Povo. Pergunto: mostre uma Lei Estadual feita pelos Deputados, esses que estão aí.... leia o artigo 23 e 24 de Constituição Federal que diz em que podem atuar... Nulidade total.

É uma sanacagem, o Tribunal de Contas não divulga quanto a Assembléia custou, a Assembléia não diz quanto o Tribunal gasta. Um escondendo o outro.

E o sinal, semáforo, continua, com a homologação do DETRAN, mandado pelo Raimundo Cutrim (coincidentemente Deputado) e pela SMTT, atualmente dirigido pelo genro do dono da DALCAR e pelo Prefeito Castelo que tem contas a prestar ao Tribunal de Contas.

É uma merda!

E o Povo continua votando nos mesmos imbecis de sempre, sem saber quanto custou o prédio da Assembléia, quanto ganha seus representantes, quanto custa a manutenção mensal dos ditos cujos, incluindo o TCE/Militar/etc..

O poder legislativo está uma merda.