segunda-feira, 21 de março de 2011

ENGENHARIA NÃO TEM ÉTICA?

                                 Creio que não!

Prédio em algum lugar no Mundo. Por que não copiar o estilo?

                              Antigamente se dizia que Engenheiro era um pedreiro que cansou de ser mestre de obras e estudou; que o Arquiteto era o mestre de obras que não tinha a coragem (ou masculinidade) suficiente para ser Engenheiro. Depois vieram os desenhistas (design), figurinista e outras profissões similares que mexem com figuras, desenhos, construções, ambientes...

                              Tenho grandes amigos Engenheiros, como o Paulo Feitosa Lima, o Antonio Carlos Gomes de Souza, o Érico Junqueira Ayres, além de conhecidos e familiares como o George Fernando Rodrigues, o Dirceu de Castro Viana Pinheiro, o Francisco Leda e até mulheres como a filha de uma colega de previdência, a Odinéa, atual presidente do Sindicato dos Engenheiros, mas tenho minhas ressalvas.

                              A gente anda pelas ruas, alagadas sem escoamento, com as galerias subdimensionadas; as cabeças das pontes sempre ficam em desníveis, como a do Jaracaty, da avenida dos africanos, do são Francisco; o asfalto colocado na cidade é de péssima qualidade; as construções em área de preservação ambiental ou sem respeitar a legislação ambiental; construções que perturbam a vizinhança sem o devido estudo de vizinhança do Estatuto da Cidade; relatórios de impacto ambientais forjados; desvios de recursos públicos com reformas fantasmas ou superfaturadas... enfim, todos esses itens tem a assinatura ou a responsabilidade técnica de um Engenheiro/Arquiteto, portanto são co-autores dos crimes descritos.

                              Há irresponsáveis em todos os lugares, mas aqui, a gente encontra demais. Tem profissional que desempenha cargo ou função pública e usa da influência para comprar/grilar/usar/vender/conseguir/ enfim ... para aumentar seus rendimentos. Dizem que em São Luís há um ladrão em função de Secretário Municipal que assina a liberação de empreendimentos feitos por ele mesmo, ou seja, ganha para fazer empreendimentos vagabundos e ganha como secretário autorizando as obras. Todos sabem disso, menos os órgãos de proteção dessas profissões.

                              Não há um Conselho Superior de Engenharia, acima dos Conselhos, Sindicatos, etc... Regionais da área de engenharia, arquitetura?

                              Só se sabe que existe Engenheiro quando cai uma obra. Quando um edifício vem abaixo, aí se sabe do Sergio Naya, fora isso, as construções avançam sem que a gente saiba quem é o Engenheiro responsável, quem é o Arquiteto, algumas vezes ainda há uma placa dizendo o nome da empresa, sem maiores informações.

                              Obras sem placas, existem? Ande pela cidade, em todo lugar tem construção e a gente não vê placa nenhuma. “Esse é mais um empreedimento financiado pela Caixa”... mas a gente não vê: “obra de responsabilidade do Engenheiro tal, Arquiteto tal...

                              Prédios feios, descoloridos, sem forma, construídos em áreas sem áreas, sem estacionamento, sem área de lazer... Reformas fantasmas, estradas inexistentes, enfim tudo depende do Engenheiro, do Arquiteto, por que não são honestos, por que não resistem à corrupção, por que não denunciam?
A primeira mulher da esquerda para direita é Dra. Odinéa Ribeiro 

                              Engenharia não tem ética?




sábado, 19 de março de 2011

EMANOEL VIANA: O ESPETÁCULO NÃO PODE PARAR....

EMANOEL VIANA: O ESPETÁCULO NÃO PODE PARAR....: "Emanoel Viana (autor do BLOG) e sua esposa Lucia Fernanda &..."

O ESPETÁCULO NÃO PODE PARAR....


Emanoel Viana (autor do BLOG) e sua esposa Lucia Fernanda


                                Tal como a Vida...

                              Tento me lembrar, a memória não ajuda, dos tempos de Timon. Quando aparecia um Circo, era uma festa. Tinha uma espécie de passeata, uma bandinha, palhaços pela rua anunciando “logo mais, às 19 horas, na praça da Matriz São José, o Circo, estará apresentando...”,  “preços populares”.... e os meninos de calção que acompanhavam, davam volume à passeata, recebiam uma cruz no pulso feita com tinta. Quando possível, me lembro que uma ou duas vezes, fugi ao cerco dos meus Pais e ganhei a cruz.

                              Difícil era sair de casa, mas havia sempre um vizinho prestativo e, nessa época, não havia a “febre” de proteção da infância e nem “pedofilia”. Pelo menos que eu me lembre.

                              Pois bem, alguns anos depois, lá vou eu, com minha mulher ao circo, um tal de Tihany (grafado assim, com agá e ypisolon). Compro as entradas para Idoso em um Camarote conforme a planta na bilheteria. À noite, por volta das 19:40 horas chego, de táxi, ao circo; sem filas, entro e um atendente me leva ao “camarote”; um chiqueirinho, um quadrado, com quatro cadeiras duras, cobertas de pano vermelho, número 3 e 4, do camarote número 11; ficamos presos, pois a cadeira 1 e 2, ocupadas por pessoas volumosas e o espaço muito pequeno.

                              De frente para o palco, só que o palco tem mais de 1 metro de altura do horizonte visual, a gente tinha que ficar olhando para cima; os camarotes de trás tem melhor visão.

                              Respeitável público..... não tem, aparece uma gravação em forma de terceira dimensão com o criador do circo e o espetáculo se inicia; malabaristas, danças, mulheres bonitas, maquiadas, com rosto de bonecas, todas magras, sem tatuagem, sem seios volumosos ou bundas grandes; escolhidas a dedo... (será?); os homens simpáticos, bonitas (para quem gosta), com roupa mais ousadas que as mulheres, mostrando o volume sexual (se não for meias).

                              O número de mágica impressiona: o desaparecimento de acompanhante, a transformação da francesa em homosexual masculino, o aparecimento de um avião. O mágico é bom de papo, consegue convencer e ainda faz propaganda de seus bolinhos de chocolate e doce de leite. Intervalo para que se faça a mágica de transformar o dinheiro do público em dinheiro do circo via alimentos.

                              Hora do xixi. Fila imensa, não há banheiros para cadeirantes ou para idosos, todos são iguais perante o mijo.

                              Volta-se: o número com as Asiáticas (creio serem Coreanas, mas podem ser Japonesas, Chinesas...) em que fazem o papel de cobras, contorcionistas, é fantástico; elas não tem ossos, coisa interessante e me fica a sensação que eu deveria as ter visto (e tentado alguma coisa) quando o fogo da paixão ainda era maior que a razão... sinceramente, uma mulher daquelas na cama....

                              Voltemos ao assunto principal.

                              O espetáculo se encerra com um número de trapézio, cronometrado, sincronizado, com os trapezistas vestidos de cores luminosas e sob luz negra, além de estarem seguros com cordas de borracha, causando maior impacto. Bom número.

                              Encerrado a noite, volta-se para a casa.


                              Os defeitos: estacionamento na pista, falta de táxi, demora entre um programa e outro embora um palhaço faça tudo para não se sentir; falta de banheiros; o uso da língua que não se entende; desorganização na venda de alimentos; contaminação na manipulação de alimentos versus dinheiro; também por contágio/bacilos/bactérias/micróbios quando joga-se alimento no público e resto de água que foi à boca do palhaço. Fora isso, vale o dinheiro.

                              Paguei quinze reais pela foto, desfocada, com reflexo, mal batida, um verdadeiro lambe lambe, e atrás tem uma numeração 6942 que deve se referir a quantidade de fotos vendidas em São Luís, depois de 60 (sessenta) apresentações. Só aqui são R$ 104.130,00 de receita. O ISSQN, imposto da Prefeitura de São Luís, seria de R$ 5.206,50. Foi recolhido?


                              No mais, vale a pena ver o Circo, e como se diz: o espetáculo não pode parar.... a alegria do palhaço é ver o circo pegar fogo.... o palhaço o que é? Ladrão de mulher!...

                              Respeitável público, vai lá, apesar de dizer que vão embora no domingo, na segunda eles estarão na mídia dizendo: definitivamente, esta é a última semana...

segunda-feira, 7 de março de 2011

EMANOEL VIANA: NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO

EMANOEL VIANA: NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO: " Dispa-se... não é preciso ficar nua, nem n..."

NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO


                           Dispa-se... não é preciso ficar nua, nem nu, é no sentido figurado, dispa-se de qualquer preconceito e ouça a palavra do especialista.

Você passa a vida toda sem problemas, um dia, preocupado com a saúde e com as constantes dores de cabeça, você faz todo tipo de exame e acaba no Dentista que lhe diz que a arcada dentária não está no lugar, que é preciso colocar a mordedura no lugar, além do que, você não está escovando os dentes como devia.

                        Ele prova, pega uma dentadura, mostra os nervos e mostra como se deve escovar os dentes. Você faz, acaba as dores de cabeça e os dentes ficam mais limpos.
                      Você está gordo, todo mundo lhe diz isso. Vai ao médico e ele diz que a alimentação deve ser assim e assado. Você tem que comer de três em três horas, exercício físico, etc... você faz, fica magro e mais saudável.

                        Você paga muito imposto de renda, o especialista lhe recomenda que faça doações, monte fundação etc... você faz, vive melhor, o dinheiro rende, você vira benemérito e ainda não paga imposto de renda.

                        Viu?

                        Há sempre um especialista que sabe mais que você, basta apenas que você se convença da sua ignorância naquele ramo.

                        O Administrador, antigo Técnico de Administração, é o especialista em lhe ensinar a trabalhar bem, de maneira mais produtiva, de maneira mais confortável, de maneira que todos o respeitem e que você respeito o público alvo, dignifica a organização que trabalha, basta apenas que você se convença disso.

                        Administrar é, antes de tudo, decidir. Analisar, juntar, oferecer alternativas, decidir, implantar, acompanhar, controlar, produzir, gerenciar... são os verbos que a gente utiliza, desde que o dirigente maior seja sensível à técnica – aquela mesma do dentista ou do médico – do especialista e não se julgue o supra sumo.

                        No dia a dia o que acontece é que um imbecil qualquer é guinado à direção de uma organização e se acha o maior dirigente. É guinado em virtude de o processo ser assim, por exemplo, o Procurador de Justiça é, obrigatoriamente, um Promotor ou Procurador de Justiça; o presidente do Tribunal de Justiça é, obrigatoriamente, um Desembargador; o Comandante de Polícia é um Coronel.

                        Pede-se que o Secretário de Segurança seja alguém da área; o de Saúde seja Médico; o Secretário de Comunicação um formado da área ou praticante do meio; Ministro de Agricultura deve ser da área e por aí vai.

                        Na prática, hoje em dia, fora os obrigatórios, as funções são preenchidas pela vontade do dirigente, independente de qualquer formação ou conhecimento. Pega-se um dono de banca de revista de jornais e se coloca como Ministro do Trabalho; pega-se um Bacharel em Direito e se coloca como Secretário de Administração Penitenciária e por aí se vai.

                        Tem ainda aqueles que compram as funções, quer pelo conhecimento (chantagem) de informações, quer pelo apoio durante a campanha (geralmente financeira) ou por estar no mesmo partido (a companheira Maria Fernanda da Caixa Econômica ou Miriam do Ministério do Planejamento), ficam lá enquanto um imbecila é presidente da República ou governador do Estado ou prefeito dos Municípios.

                        O normal é que o dirigente da organização, seja ela pública ou privada, em quaisquer dos chamados Poderes, tivesse uma visão (treinamento) administrativa, falasse a língua do público alvo (usuário). Você encontra, por exemplo, um Juiz que fala a língua jurídica mas não entende nada de Administração.

                        Aí você se depara com um local público, custeado pelo dinheiro público, do jeito do prestador de serviços e não do usuário. Um gabinete de Juiz todo rosa, parecendo o camarim da Sula Miranda; ou uma emissora de rádio, perturbando todos no andar; ou, reformas de gabinetes com aqueles divisórias corruptas (é um dos melhores meios de se roubar é fazer reformas com divisórias pois não há licitação e as divisórias velhas são usadas em locais particulares) quando um prédio está sendo construído, vedando o acesso de qualquer usuário, escondendo visualmente os funcionários que já não prestam serviço de boa qualidade. E, coincidentemente não estou falando do Fórum Desembargador Sarney e o prédio do Tribunal de Justiça do Maranhão. 

                        Falta o quê? Administrador. Poderia é tirar todas as divisórias, fazer um lay out baixo, onde a gente tivesse uma visão geral de todos, talvez usando um vidro, como nos bancos. É um bom lay out a ser imitado. Funcional, prático e barato.

                        Quer outro exemplo de burrice, de não escovação de dentes ou de comer uma vez no dia?

                        Cartazes....Portarias... Resoluções.....Gabinetes Fechados....Portarias (identificação).... quando você encontra uma portaria exigindo documentação, crachá, a organização não tem administração; quando as paredes estão cheias de avisos, portarias, resoluções, ou o infecto cartaz de “constitui desacato”, a organização está sendo administrada entre aspas por um imbecil, incompetente; gabinetes fechados com paredes ou perfis de divisórias opacas, ao invés de vidro canelados, a oganização é dirigida por outro imbecil.

                        Quer controle? Instale scaner, instale câmaras de vigilância, institua o sistema de identificação dos prestadores de serviço (funcionários/trabalhadores); quer respeito? Faça-se respeitar, divulgue normas de procedimento pelos meios de comunicação ou em mala direta com o usuário, como proceder, horário de funcionamento, vestimenta, formas de tratamento etc...

                        Mas não, mete-se o pé pelas mãos, falta Administrador e Administração. Alguém que fale a linguagem dos animais, tanto o porco que dirige como os que comem. Desculpe a comparação, embora esteja, no momento, entre os que comem, como tal, não há ofensa.

                        O Administrador traduz para o dirigente a preocupação dos usuários, mostra como deve ser o ambiente de trabalho, como reduzir custos, como otimizar recursos, como satisfazer o público alvo, como agradar os demais dirigentes prestadores de serviços. Sem contar com tantas outras vantagens.






                        Outro dia volto a falar de decisão, por exemplo: deixar o prédio das Promotorias se acabar; colocar a Procuradoria Geral de Justiça para funcionar em prédio de terceiros e gastar um absurdo com adaptações; construir um Tribunal de Contas no Calhau (ou mantê-lo ou não extingui-lo); construir um Tribunal de Justiça no Calhau ao invés de vários Tribunais em vários locais da cidade; locação de imóveis impróprios para funcionamento de Juizados Especiais; construção de prédio do Legislativo em área de preservação ambiental; ampliação de prédio do fisco estadual ao invés de descentralizar as atividades na cidade de São Luís ou nos demais Municípios... ou seja, as decisões erradas dos dirigentes em virtude de serem analfabetos administrativos, estão lá por causas outras que não as técnicas ou não se assessoram devidamente.

                                    Em dia de Carnaval, não vou fazer Monografia, fico aqui.


                                    Entendam uma coisa, todo mundo é incompetente, inclusive você. Há um nível de competência que se exaure quando você atinge. Aquela do sapateiro que só entende de sapato, conhece? Na França antiga.....

domingo, 6 de março de 2011

EMANOEL VIANA: SANTO É QUE VIVE DE PROMESSAS?

EMANOEL VIANA: SANTO É QUE VIVE DE PROMESSAS?: "Santos católicos, beatas e eleitor. &n..."

SANTO É QUE VIVE DE PROMESSAS?

Santos católicos, beatas e eleitor.

                                    Eleitor principalmente. Nos últimos anos a gente tem visto os chamados marqueteiros e agências de publicidade ganharem eleições só com filmetes, maquetes, promessas eleitorais.

                                    A Conceição Andrade prometeu uma fábrica de óculos de graça para todo mundo, uma Cia de Transportes Oficial com passagem de graça; Jackson veio com a recuperação da Fábrica Cãlhamo, construção de hospitais/socorrinhos, o Tadeu continou com os Socorrinhos e o Castelo bateu recorde. Prometeu colocar estacionamento subterrâneo na Praça João Lisboa, na Praça Deodoro, expandir a Litorânea até onde mora, construir quatro viadutos, ponte, retornar o Bom Preço.

                                    Todos ganharam eleições. O eleitor acreditou.

                                    Acreditou na candidata ao Governo do Estado, a atual, Roseana Sarney. Prometeu fazer 60/72 hospitais, ponte nova, vias expressas, melhor governo da vida, retorno de gerencias, segurança, escolas. Ganhou também.

                                    Que o povo é burro, imbecil, idiota, enfim todos os péssimos qualificativos, a gente sabe. Mas, há atenuante, o povo não tem educação, não é instruído, não tem acesso a livros, a escolas, a cursos, a especialização, a computadores, a Internet .... ah... Castelo prometeu Internet sem fio para a população, de graça....enfim, é alguém faminto que a gente oferece pedaços de comida do lixo e eles comem. E agradecem.

                                    E se esquecem ou não se lembram. Passadas as eleições, tudo volta ao normal, só reclamam dos buracos, dos assaltos e da falta de assistência médica. Renda e emprego, educação, meio ambiente, infra estrutura, promessas, tudo vai para o espaço...

                                    Dito isso, vamos ao sério.


                                    Curtindo o carnaval em casa, com saúde, como sempre, abalada, tenho que preencher o tempo ou me lembrando dos bons tempos ou tentando conseguir um bom tempo. Internet me acompanha, nos ORKUTs, no FACE e no BLOG, além dos livros, televisão, filmes e rádio AM (está uma merda, o prefixo, a sigla diz AGORA MERDA).

                                    Pois bem, relendo o livro do Eliézer Moreira Filho, escritor dos livros Histórias que os Jornais não contaram (volume I e II) encontrei uma raridade no volume 2. É um plano de expansão da Cidade de São Luis, no ano de 1958. Repito: ano 1958, pelo engenheiro Ruy Ribeiro Mesquita, Diretor Geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Maranhão (está escrito Rolagem), nas folhas 249 a 258.

                                    Dizia o Engenheiro: O plano de expansão tem vários itens, vejamos o 4- Avenida Presidente Dutra, partido da Avenida do Contorno à altura da Fábrica Santa Isabel, atravessando o Cavaco e encontrando-se com a Avenida Getúlio Vargas à altura do 24 BC. Foi feita em 1968 pelo Sarney,batizada de Avenida Kennedy.

                                    Item 5, Avenida seguindo o atual leito da estrada de ferro, vai da Avenida Contorno até o Tirirical, correndo, mais ou menos, pararela à anterior. Refere-se ao item 4, atual avenida de entrada e saída da cidade, parte da avenida controno, no conhecido Largo de Santa Isabel e vai até o Tirirical. O trecho Areal-Tirirical está sendo construído pelo DER-MA.

                                    Em 1958! O Sarney encampou todas as idéias e prometeu realiza-las no chamado governo NOVO MARANHÂO em 1965/1966. Saiu, deixou o Doutor Antonio Dino e até hoje a Estrada da Vitória/Avenida Luis Rocha até o Tirirical não foi feita. Só passaram 53 anos!

                                    Tem mais, compre os livros, deve ter na Academia Maranhense de Letras ou com o Autor, Deputado Eliézer. Item 14, Avenida Litorânea, forte da Ponta da Areia, limite com o Município São José de Ribamar. Seria da Ponta da Areia até a descida no Araçaji, hoje. Projetada em 1958. Ninguém fez, Castelo promete completar do Calhau até o Olho Dágua, fica faltando um bocado até o Araçaji, 53 anos depois. Será que agora vai?

                                    Há uma projeção na área compreendia entre o Rio Anil e o Mar, deve ser hoje os bairros da Camboa, Fé em Deus, Alemanha... não consigo me situar. Projeta-se a Praça dos Três Poderes (antes de Brasília, veja bem), ou Praça da Administração. Projeta-se três Edifícios com 10 andares cada um, para o Executivo, Legislativo e Judiciário.

                                    Em 1958.

                                    Sarney encampou tudo em 1966.

                                    Eliézer, deixou o Rio, a boa vida, veio fazer parte da Equipe do Maranhão Novo para ajudar o Sarney a fazer as promessas. Não fizeram. Mas vale a pena ler e ver a intenção de jovens para o Maranhão e para São Luís.

                                    Talvez aqui resida minha simpatia pelo poeta Zé Sarney. Teve visão, encampou Planos, prometeu, embora não tenha feito.... Ou foi minha amizade com o Bandeira Tribuzzi, de poeta para poeta ou de aluno para professor?

                                    O certo é que, nem só os Santos vivem de promessas!

                                    Leia os livros, vale a pena!

                                     

sábado, 5 de março de 2011

EMANOEL VIANA: PASTORAL DO CARNAVAL

EMANOEL VIANA: PASTORAL DO CARNAVAL: " &nbs..."

PASTORAL DO CARNAVAL

                                                                    É só para chamar atenção.

                                                            Na verdade, todos sabem que carnaval é a festa da carne, portanto proibido no meio religioso, principalmente o católico de Roma que, para contrapor, hoje em diante faz uns retiros, os rebanhões entre aspas.

                                                            Os profanos e outros seitas, religiões, pecadores e ateus, agnósticos e o diabo a quatro brincam os dias de folia, pós folia, pré folia, folia fora de época... haja fôlego e saúde.

                                                            Quem incentiva? Os governos, desde Roma, de pão e circo. Como se deixava de trabalhar, se pagava para ver espetáculos ou por outro, se perdia a mão de obra pela morte do agente, quase sempre comido pelos leões ou pelas espadas/adagas/facas do adversário, a Igreja se ressentia do dízimo, da freqüência, e brigava com a realeza. O governo para contrapor ao poderia da Igreja promovia festas de graças... é uma história para boi dormir.


                                                            Hoje, as empresas estimulam, o governo paga, o povo dança, em todos os sentidos. Paga-se por uma camisa, mortalha, chambre, fofão, abada, seja lá o nome que se dá, para se usar durante alguns dias, com o nome das empresas. O imbecil paga para fazer propaganda, aqui incluindo do governo estadual ou municipal.

                                                              Quais os benefícios do carnaval?



                                                           Uma boa trepada anônima.... algum outro?

                                                            Tem para os governos, para as empresas, para os picaretas que montam brincadeiras, blocos, escolas de samba, etc... e acham que o poder público tem obrigação de pagá-los. E bem. E reclaram, basta ouvir uma Helena Leite da vida, sem desmerecer a nobre colega radialista, mas usando como exemplo da chiadeira.

                                                            Quem perde?

                                                            O próprio poder público.

                                                     Dissemina-se durante o período, as doenças através das bactérias, micróbios, fungos etc... As doenças infecto contagiosas se propagam, aí vai a tuberculose, vai o HPV, o HIV, lepra etc... não sou médico, sem contar com a gravidez das mocinhas que não tem menor idéia do que é ter filho e o manter.




                                                            O poder público não consegue reagir às cobranças das empresas especializadas, nem tampouco dos representantes do povo. O governo federal através do Ministério do Turismo e do Ministério da Cultura (para quê tanto Ministérios?) repassa verbas para os Senadores e Deputados Federais, além de, diretamente aos Governos Estaduais ou incentiva a uma Petrobrás, Banco do Brasil, Banco do Nordeste do Brasil, Banco da Amazônia, Caixa Econômica Federal, a financiarem atividades culturais, tudo entre aspas.

                                                            Os representantes do povo passam a empresas especializadas em eventos e desvios. Recebem 500 mil, repassam 500 mil, recebem de volta, nas campanhas os 50% em propaganda ou os 20/30% em espécie, imediatamente. É Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual, Vereador. O desvio é declarado, o governo federal sabe, os governos estaduais sabem, os governos municipais também. Este último, quase sempre, salvo nas capitais, não divide o dinheiro, ficam com todo.

                                                            A prefeitura banca o carnaval, contrata empresas de palco,sonorizações, contrata cantor, bandas... quando da campanha recebe de volta das empresas de publicidade, de palco, sonorizações o dinheiro de volta, com os custos abaixo do normal. Agora, com as bandas e cantores, recebe os 50% em dinheiro. Tudo normal, com as benções das Controladorias Federais, Estaduais e Municipais. Todo mundo é ladrão.

                                                            Diante disso, quem não quer carnaval?

                                                            Alguns pensadores, alguns planejadores, alguns religiosos de seita/igreja/fé diferente, alguns conservadores, só.

                                                            Acho que a gente pode contribuir para a não mercantilização do carnaval, para diminuir o roubo/furto/desvio da máquina carnavalesca, pode contribuir para que os recursos destinados ao carnaval seja utilizado em saúde, em segurança, em habitação, infraestrutura. A gente pode ficar em frente à televisão ou ir à Igreja (não mercantilista de dízimos obrigatórios ou impostos) ou reunir os amigos e fazer uma festa em casa, mesmo de carnaval.

                                                            Não freqüentar os circuitos oficiais ou passarelas ou qualquer outra coisa, não sair em escolas de samba ou blocos, enfim, contribuir de maneira isolada que, com o tempo, vai virar coletivo. O tempo vai nos mostrar que é estupidez o gasto público, as promiscuidades entre os humanos (homem com homem, mulher com mulher, mulher com homem), a violência desnecessária quase sempre pela ingestão de álcool ou outras drogas, o trânsito e tráfego carregados, o pagamento a um monte de imbecis e ladrões que vivem de brincadeiras em São João/Carnaval/Natal.


                                                            O barulho, a suspensão das atividades normais, a supressão do fornecimento de serviços públicos ao cidadão comum, o congestionamento e gasto com saúde e casas de saúde, o aumento do lixo,  enfim... o carnaval é uma merda.




                                                            Sou contra. Quem é a favor, brinque e agüente as conseqüências.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

EMANOEL VIANA: EU, O IDOSO?

EMANOEL VIANA: EU, O IDOSO?: "Idoso é aquele cidadão que a gente chamava de velho, agora com as novas sanções penais e pecuniárias, a gente uso o termo politicamente c..."

EU, O IDOSO?




Idoso é aquele cidadão que a gente chamava de velho, agora com as novas sanções penais e pecuniárias, a gente uso o termo politicamente correto que é Idoso. Na verdade, é velho mesmo. Pessoa usada, cansada, esgotada, doente, sem esperanças, sem saúde, sem dinheiro, com aposentadoria miserável e sofrendo todas as pressões, preconceitos e males possíveis e imaginários.

                                    Pouco interessa o que determina a lei pomposa número 10.741, de 01 de outubro de 2003, já alterada por outras tantas, o chamado Estatuto do Idoso. O tal Estatuto, no artigo primeiro diz que é instituído o Estatuto do Idoso, destinado a regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. Ou diga, no artigo quarto que nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade e opressão, e todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido na forma da lei.

                                    Finalmente, o artigo dez diz que é obrigação do Estado e da sociedade assegurar à pessoa idosa a liberdade, o respeito e a dignidade, como pessoa humana e sujeito de direitos civis, políticos, individuais e sociais, garantidos na Constituição e nas leis. O direito de liberdade é a faculdade de ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições legais. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade física, psíquica e moral, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, de valores, idéias e crenças, dos espaços e dos objetos pessoais.

                                    E é dever de todos zelar pela dignidade do idoso, colocando-o à salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório e constrangedor.

                                    Leram?

                                    Bonito, interessante e que ninguém obedece!

                                    Vou falar também de uma resolução do CONTRAN, Conselho Nacional de Trânsito – outra grande merda e cabide de emprego que inventaram no Brasil, no Serviço Público, Conselhos, ao lado nas Agências Reguladoras e dos Estatutos – de número 303 de 18 de dezembro de 2008.

                                    Ela determina que por necessidade de regulamentar o artigo 41 do Estatuto do Idoso em que há obrigatoriedade de haver 5% (cinco) por cento das vagas em estacionamentos regulamento de uso público para exclusivamente serem usados pelos idosos, diz que as vagas serão sinalizadas com o nome de idoso em azul ...etc.. etc... e que a credencial do idoso deve ser emitida pelo órgão de trânsito.

                                    Vamos começar pelo fim.

                                    A porcaria da SMTT, do Município de São Luís, exigiu até medir o tamanho do pênis, além de pagamento de taxa para emitir uma credencial a ser colada em um veículo do velho. Viram? Ao invés de pedir apenas os DUTs dos Veículos de cada Idoso e a identidade do Idoso para emitir tantas quantas credenciais fossem necessárias ou por outro, uma credencial móvel para ser fixada no carro utilizado pelo Idoso e sem custo, grátis, não.

                                    Deve ser por que o Castelo, Prefeito de São Luís, não é Idoso, não mais de 70 anos... não, é burrice mesmo. Cadê, digo, que é feito da Promotoria de Proteção do Idoso? Da Comissão de Defesa de Direitos do Idoso da OAB/MA? Ou do Conselho Estadual do Idoso? Do Conselho Municipal do Idoso? Da Delegacia do Idoso? Da Comissão de Defesa do Idoso da Câmara de Vereadores de São Luís? Da Comissão de Defesa do Idoso da Assembléia Legislativa do Maranhão?

                                    Tudo uma merda.


                                    Você chega na SMTT não tem vaga do idoso.

                                    Vá no Shopping Luzitana onde funciona as Promotorias e procure vagas para o Idoso. Tem? Não.

                                    Chegue na OAB/MA, procure uma vaga para Idoso, tem? Não.

                                    Estacione na Câmara de São Luís.

                                    Estacione na Assembléia Legislativa.

                                    Estacione na REFSA, Delegacia do Idoso.

                                    Não há vagas para Idoso. Nas picaretagens dos Conselhos não sei onde funciona, mas não deve ter vagas.

                                    Aqui em São Luís há vagas no Supermercado Mateus, do Jaracati, mas sem  fiscalização, o veículo deve obrigatoriamente ter o adesivo. Todo filho da puta estaciona e pronto.

                                    Tem mais: o chamado Poder Judiciário, Tribunal de Justiça do Maranhão e seus fóruns ou juizados. Não há local para Idosos. Espera-se que o novo Fórum do Calhau possa, em um rasgo de inteligência, o imbecil diretor do Fórum, marcar vagas para Idoso. O atual fórum só tem vagas para deficientes, onde todo mundo pára, inclusive Juiz. É, tem Juiz que não se incomoda em parar em faixa amarela, em local proibido, dando tremenda bandeira.

                                    Está correto isso?

                                    Vou mais além. Nos Juizados Especiais da Capital do Maranhão não há obediência ao Estatuto do Idoso quanto a Audiências, quanto a prioridades, quando ao andamento processual, quanto a liberação de Alvará, quando a trânsito de Idosos (aqui incluindo Advogados) nas áreas reservadas.

                                    Explico: o Advogado Idoso que usa um corredor interno, sem portas e com melhor trafegabilidade é obrigado a sair, andar pelos corredores molhados, abrindo portas, pois a imbecial da secretária judiciária é parente de alguém que tem proteção do juiz, do desembargador ou filha de algum corruptor (aquele que divide propina com dirigentes) e é recalcada ou se acha melhor que todos. Nem na China tem isso.

                                    Fantasia?

                                    Tenho provas e número da Representação feita à Corregodoria, arquivada por falta de provas. Sem oitiva do denunciador. Ainda bem, pois em outro caso, a funcionária destrata o Advogado Idoso, ofende e se julga ofendida. Sai durante o expediente (está lá no BO a hora que foi lavrado, 11 horas da manhã), vai a uma Delegacia, forja o B.O, faz a comunicação falsa do crime, deixa passar os 180 dias para prosseguir com o feito,  não comunica o fato ao Tribunal, mas ingressa com ação de “danos” pedindo 90 mil reais... podia ter pedido 1 milhão logo, afinal não paga custas, é parente de Desembargador, tem dois RG... se diz maranhense mas deve expulsa de algures. Digo o nome do parente?

                                    É um desabafo, mas é um alerta.

                                    Velho não tem nada a perder, já perdeu tudo. Um dia desses a gente se reúne e perde a cabeça, coletivamente, faz a lei ser obedecida, como deve, na íntegra. Ou individualmente....

                                    Poderia, como sugestão, se colocar um velho em cada local para atender os velhos, faça como eu. Quando o Ministério da Previdência Social mandou fazer a revisão de benefícios das aposentadorias por Velhice, contratei aposentados e novos, sem experiência, 1 novo para cada 3 velhos. Contratei 36 velhos e 12 novos como Secretário de Benefícios do INSS/Maranhão. Foi um resultado excelente, quem sabe, quem viveu, pode relatar a experiência.

                                    Meus caros moços, esses moços... ah se soubessem o que eu sei......

                                    Desabafei...