O Google explica a expressão:
COM AS BARBAS DE MOLHO. É que na antiguidade e na Idade Média, a barba
significava honra e poder. Ter a barba cortada por alguém representava uma
grande humilhação. Essa idéia chegou aos dias de hoje nessa expressão, que
significa ficar de sobreaviso, acautelar-se, prevenir-se. Um provérbio espanhol
diz que quando você vir as barbas de seu vizinho pegar fogo, ponha assuas de
molho. No Brasil, é avisar
alguém que será o próximo da fila em algo, geralmente desagradável. E o que isso tem com a
gente? É que depois do
Executivo, totalmente desmoralizado,
cheio de corruptos, fisiologismo,
nepotismo, safadeza, incompetência, roubo, desvios de verbas, emprego de
filiados, ladrões etc... veio o Legislativo, com as mesmas práticas, hoje ser
político ou integrar governo é símbolo de safadeza, de dependência,
de incompetência. Sobrava, o Judiciário.
Antigamente feito de homens sérios, o Águia de Haia, o maior de todos os
Juristas e exemplo de honestidade, o não menos famoso Rui Barbosa. Bons tempos.
Nos últimos anos a
Imprensa e o chamado Crime Organizado, cada um na sua, descobrem as falcatruas
cometidas pelos homens da toga. É juiz federal vendendo sentença, é ministro do
superior tribunal de justiça fazendo falcatruas. E se alastra pelo Brasil todo.
Para conter, ou para divulgar somente o que interessa, criou-se o Conselho
Nacional de Justiça que começou a limpar alguns setores do Judiciário. No
Maranhão cassou uns juízes e só. Qual a punição dos
juízes que cometem deslizes? Aposentadoria
compulsória, ou seja, o juiz fica recebendo seus 22 mil reais, em casa, com
apenas 30 anos de idade, 40, 50 anos. Aí, volta a advogar, quer com a cara de
pau, ou através de filhos, parentes e aderentes.... um verdadeiro prêmio! Se é um cidadão comum
que comete deslizes, vai para a cadeia. Mas, juiz.... Até quando? Pouco tempo, cresce no
meio da população e isso vai refletir no parlamento futuro, em uma próxima
constituinte federal que há de se mudar. Chega de tanto privilégio, porte de
arma, auxilio moradia, periculosidade, risco de vida, auxílios, assessores,
irredutibilidade de vencimentos, inamovibilidade, vitaliciedade, apenas curso
de bacharel de direito, sem idade mínimo para concurso, enfim.. temos que
mudar. Os juízes não
trabalham, os desembargadores também não, os ministros muitos menos,
pelo menos na maioria... antigamente alguns eram preguiçosos, hoje é maioria.
Agora mesmo, o Advogado
Sérgio Tamer – que não é essas coisas, sem experiência no ramo – mas tem curso
de doutorado, estando indicado pelo PR (aquele partido do roubo do ministério
do transporte) para o cargo de Secretario de Justiça do Maranhão, disse com
todas as letras: A CULPA DA REBELIÃO NOS PRESÍDIOS MARANHENSES
É CULPA DA MOROSIDADE JUDICIAL, mormente nas Varas de Execução
Penal, completa e endossa o Desembargador Fróes
(nomeado na cota do ministério Público). Viu? O Coronel Jeferson
Telles e o Comandante da Polícia Militar do Maranhão se queixam todo dia que
prendem e o “judiciário” solta. Hoje há uma declaração de alguém ligado à
Policia Militar que um soldado/cabo/sargento chamado Josué, preso no ato por
acharcar uma cidadã em dinheiro e celulares, já havia sido expulso em 1999 mas
votou à polícia por “determinação judicial”. Hoje, ainda, os Índios
de uma reserva qualquer no Maranhão que tiveram suas terras demarcadas e a
sentença determinava a retirada dos brancos da área, estão com problemas pois
um município qualquer ingressou com um mandado de segurança e o Tribunal de
Justiça/ Justiça Federal suspendeu, POR LIMINAR, a retirada até o julgamento do
mérito. Até hoje, já fazem mais
de 5 (cinco) anos. LIMINAR. O município de
Barreirinhas tem o rio preguiças e os lençóis invadidos por juízes,
desembargadores, deputados, senadores, empresários e por qualquer um e até
agora a Justiça Federal não tomou providência definitiva. Quando manda executar
a sentença, recorre-se ou alguém concede um liminar suspendendo. Já fazem mais
de 10 anos. A mesma novela em
relação aos ocupantes na Avenida Litorânea. Até Salvador já fez a derrubada.
Aqui, em passos de tartaruga... ou de suborno, pois ninguém acredita em tanta
preguiça do “judiciário” em movimentar os processos. Vai chegar o dia que
juiz/desembargador/ministro vai ser igual a político, sinônimo de preguiça,
de incompetência,
de suborno e não vai demorar muito. Acho que está na hora a
Associação dos Magistrados do Brasil, Associação Nacional de Juízes Federais
bem os Tribunais Estaduais, Regionais, Federais e Superiores começarem a se
depurar. Os novos juízes devem ser investigados antes de serem aceitos para o
concurso, estipular idade mínimo de 35 anos para fazer concurso, estipular
experiência profissional sem deslizes na OAB pelo menos 5 anos ... e acabar com
algumas das regalias, manter somente a vitaliciedade, acabar com
irredutibilidade, com inamovibilidade, com risco de vida, com portes de arma,
com férias em dobro, obrigar a viver nas comarcas enfim... manter a seriedade. E cobrar produtividade
ou obediência ao Código, aos prazos, não se justifica o juiz passar um ano para
sentenciar um processo. Digo isso pois amanhã faz um ano que tive audiência de
instrução com um juiz vindo do interior, ainda não efetivado, é o chamado
auxiliar.... imagine quando se efetivar. O judiciário precisa
colocar as barbas de molho e não tirar, pois o povo está tomando conhecimento
de seus direitos e, a qualquer momento, pode começar uma chamada revolta, como
aconteceu com o executivo e o legislativo. Quem avisa, amigo é!