quarta-feira, 10 de julho de 2013

LUCIA FERNANDA e EMANOEL VIANA, 40 ANOS DE CASADOS

Lucia Fernanda e Emanoel Viana, 40 anos de casados
                                     Nem eu esperava chegar.

                                    Pensei em contar a história do casamento, desde o namoro no dia 12/06/1970, passando pela formatura, Igreja, filhos etc... mas isso iria consumir um livro todo, resolvi ficar na data. Nesta data.

                              Cheguei, e como data redonda, simbólica, resolvo comemorar a data, sem que a minha mulher soubesse.  Peguei uma foto do casamento, preto e branco, ela muito vistosa e bonita de chapéu, eu de terno novo, magro, feio. Peguei e mandei fazer chaveiros. Aproveitei, mandei fazer canetas, com o nome de Lucia e Emanoel, 40 anos.

                              Recebo-as e mostro apenas um exemplar de cada, dizendo que havia mandar fazer somente umas 10, de cada. Mas tarde, ela descobre as 500 canetas e resolve entrar na dança. Mandou fazer um bolo gigante de mil reais. A minha filha Fernanda mandou fazer uns sanduíches de metro. Falei com o padre dos Remédios, minto com a secretária da paróquia a Sra. Luzia e paguei 5 (cinco) reais pela missa de ação de graças. Cinco reais? É por isso que a Igreja Católica fica às ruínas, devia fazer como as protestantes, cobrar 500 reais, 5000 reais por uma missa, quem tem, paga. A missa é coletiva, aquela que parte chora, parte ri.

                              Tudo certo, no começo de junho para a missa, para o bolo, para a entrega dos brindes, e tudo mais. Se descobre, ao colocar laços na caneta, todas verdes, que a Bodas era de Esmeralda. Coincidência ou subconsciente?

                              Dia 15 tudo certo. O coroinha Sérgio Queiroz mais a sua esposa Edimilia dizem que tudo pronto na Igreja. O padre trabalha como assalariado e só vai na Igreja ministrar missa. Tempos modernos.

                              Aí, começa a esculhambação.

                              Tem uma tal de copa das federações e o Brasil resolve ganhar, coisa rara. Também, aparecem as manifestações, o povo cansado de viver em casa, resolve ir às ruas. Somou?

                              Dia 30, domingo.

                              Dia amanhece, graças a Deus, sem nenhuma programação de passeatas nas Ruas. O dia está meio nublado, chuvoso e tem jogo marcado para às 13 horas em Salvador para decidir o terceiro e quarto lugar,  Itália e Uruguai. E tem jogo às 19 horas, para decisão do campeão, no Rio, Brasil e Espanha.

                              Hora da Missa: 18:30 horas.

                              No dia anterior o meu irmão, médico Francisco Viana, ou Chico Viana, no programa Boca da Noite, na TV Guará, canal 23, anuncia o fato e diz que irá para os comes e bebes. No domingo, cedinho, ligo para o Zé Santos, Rádio Mirante AM, das 5 às 9 tem o programa  Clube da Saudades, e peço para tocar uma música alusiva ao fato. Convido os amigos.

                              Também, por volta das 9: 30 horas, ligo para o Marinho, no programa Hora Extra, da Difusora AM, e novamente ofereço música e convido os amigos.

                              Coisa de brega, coisa de pobre.
                              Ou demagogia de político?

                              Pois bem, se almoça e se fica esperando a hora de descer para a Igreja com as canetas. Os chaveiros seriam distribuídos a quem viesse em casa, dar um abraço especial e comer o bolo.

                              Por volta das 17.30 descemos para a Igreja, eu, minha mulher e minha filha. Chegamos e fomos falar com o pessoal de apoio, ratificamos o pedido e fomos ratificados do padre. O padre chega por volta das 18.20 horas, limpo, saudável, com cara de dentista e de manga de camisa, sem nenhuma aparência de religioso. Mas... diz-me que não vai dar muita gente em virtude do jogo e da chuva. Digo-lhe que não interessa (é comum acho que foi dito) e que estava ali para agradecer a Deus pelos anos de vida em comum com Lucia Fernanda.

                              O pessoal de apoio, para ser gentil, me oferece para que eu leia as preces. Na hora combinada, subo ao altar e leio, com muita ênfase e religiosidade. No final da missa, o padre chama Emanoel Gama, digo, Senhor Emanoel Viana (assim mesmo) e sua esposa Lucia Fernanda. Subimos ao altar, ficamos 1 minuto de mãos dados, ele vem coloca as mãos nas nossas e diz que estamos abençoados.

                                Eu deveria esculhambar com o comportamento do padre, talvez isso (seu comportamento) seja o responsável pelo vazio da Igreja, o homem trabalha o dia todo, só vai na hora da missa... deixa para lá. Podia ter dito, isso é que é casal, vivem em Deus há 40 anos, servem de exemplo, que vivam bastante ... etc..

                              Igreja vazia, devia ter uns trintas irmãos ou 30 pessoas. Distribui canetas a todos os presentes. Alguns quiseram mais de uma, atendi. Maria Fernanda, sempre atenciosa, foi a fotógrafa em todos os momentos.  Muitas fotos ficaram boas, outras desfocadas, mas tudo bem, valeu.


                              Voltamos para a casa.

                              Em casa, já convidados, a Pastora da Igreja Maranata de minha filha Fernanda e alguns irmãos. Chega os demais parentes, quase todos de Lucia. De minha Família, a Viana, apenas a minha Irmã Graça e o Sobrinho Ricardo. De amigos, apenas o Benedito Martins.

                              Cito o nome dos presentes? Não, quase todos os familiares mais chegados de Lucia estavam presentes, o que não estavam fisicamente, estavam em espírito.

                              O mesmo digo com os meus parentes, aderentes, amigos, colegas, recebi a todos em espírito.

                              Vimos o jogo, torcemos pelo Brasil e no final, cortamos o bolo. Comemos e bebemos (refrigerantes), alguns trouxeram (desnecessário) presentes.

                              Antes das 23 horas já estávamos somente Eu e Lucia, como nos últimos anos.

                              Até um faltar, o casamento será mesmo até que a morte nos separe.

                              Apesar de todos os altos e baixos, das compreensões e traições (ou dos antigos atendimentos amorosos sociais às mulheres/amigas de minha parte, sou um socialista), vivo bem, valeu 40 anos de casado.

                              Obrigado a todos que me ajudaram a chegar até aqui, obrigado a minha mulher, a Lucia Fernanda,  pela compreensão, obrigado a Deus pela saúde, obrigado às mulheres que me ajudaram/amaram/gozaram/venderam/fingiram momentos que eu gostei....

                              Que venham mais 40 anos...
                    

5 comentários:

Anônimo disse...

Parabéns ao casal....
que venham mais quarenta anos bem vividos...
abraços.

Maria das Graças Castro Vianna disse...

Parabéns pela fé. Muita saúde ao casal para que possam acompanhar a vida dos filhos e netos que virão. Casamento é isso, uma parceria feita para dar certo - quando dois querem, empatar quem há de?

Orilene Monteiro disse...

Amigo, adorei a sua linda declaração aos tão bem vividos 40 anos de enlace matrimonial, e só posso desejar a você e a sua esposa, muitos anos de vida a dois, e que sejam, assim, bem companheiros e cúmplices...Parabéns...

Anônimo disse...

Esqueceu de mencionar o nome de mamae,afinal de contas ela é sua prima e amiga de Lúcia!!!.bjs

Érico Campos disse...

Caros padrinhos,

Meus parabéns pela data e pela história. Desejo muitas felicidades e realizações para o casal!